“O leite materno poderia salvar a vida de pessoas infectadas”, afirma cientista

A neolactoferrina tem sido um sucesso contra alguns outros vírus, e poderia ser a razão de os bebés terem taxa de mortalidade quase nula contra o SARS-CoV-2, teorizam cientistas russos.

O leite materno poderia salvar a vida de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus, afirma Igor Goldman, director científico do Instituto de Biologia Genética da Academia de Ciências da Rússia.

É conhecido que o SARS-COV-2 afecta os mais idosos de forma desproporcional, mas também há outro facto que devia deixar as pessoas ainda mais curiosas.

“Casos de infecções, pelo coronavírus, de bebés que mamam são simplesmente singulares na massa de vários milhões de infectados”, nota o académico em declarações ao portal News.ru.

Esse facto deixou muitos cientistas perplexos, pois o sistema imunológico de crianças tão jovens ainda se está a formar.

A única linha de defesa seria a proteína neolactoferrina emitida pelo leite materno, que tem efeitos bactericidas e anti-virais. Cientistas russos criaram um medicamento composto em 90% por lactoferrina humana e em 10% por leite de cabra.

Cientistas russos notam que o medicamento já teve efeitos positivos contra citomegalovírus, HIV, rotavírus, o vírus de herpes simples, hepatite C e papilomas humanos.

“Consideramos que as pessoas podem evitar que o vírus entre nos seus organismos, ingerindo um novo medicamento”, explicou Goldman. “[…] A substância dentro do corpo não só vai ajudar a combater o Coronavírus, mas também irá prevenir complicações com bactérias”, prevê.

O medicamento ainda está em desenvolvimento, adverte o imunologista Vladimir Bolibok, mas comenta que, desde a antiguidade o leite recém-ordenhado à base da lactoferrina é usado em doentes, e era considerado o produto mais saudável.

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