Sociedade civil aplaude auscultação

Foto: Chilala Moco

O encontro entre o Presidente da República e membros da sociedade civil levou ao Centro de Conferências de Talatona inúmeras figuras e líderes de opinião de vários segmentos da sociedade angolana, entre jornalistas, religiosos, políticos, autoridades tradicionais e outros intervenientes. Todos esses, para além de escutarem a mensagem do Presidente da República, levaram sugestões e considerações de forma a contribuir para a melhoria da vida social e económica das famílias e das empresas.

Aos membros da sociedade civil, João Lourenço disse que na actual fase da luta contra a Covid-19 entendeu melhor alargar o diálogo, ouvindo eminentes académicos, representantes da classe empresarial privada, jornalistas e fazedores de opinião, líderes religiosos e outros, não tanto para falar dos desafios presentes, mas sobretudo para traçar as linhas da estratégia dos programas económicos e sociais no pós Covid- 19 para salvar a economia.

Já os líderes da sociedade civil manifestaram apoio às políticas públicas no actual contexto, sem deixarem de apontar os caminhos que o país deve percorrer para minimizar o impacto da Covid-19:

Paulo de Carvalho, sociólogo

“Foi bom terminar com o estado de emergência, porque estava a ser banalizado pelos cidadãos. O regresso às aulas deve ser feito mediante o cumprimento das medidas de bio-seguranca estabelecidas pelas autoridades sanitárias”

Deolinda Teca, CICA

“Todo o tempo tem um propósito de Deus. É preciso prestar maior atenção e reforçar o apoio alimentar às famílias mais carenciadas, porque com as dificuldades da Covid-19 aumentaram os casos de prostituição, delinquência, alcoolismo e abuso de menores”.

Filomena Oliveira, Empresária

“O KWENDA, programa de apoio financeiro às famílias mais vulneráveis, devia ser mais discutido com a sociedade. Espero que venha a ser discutido no futuro. Dar dinheiro para comer sem criar sustentabilidade é populismo. Deve-se olhar para a situação das micro e médias empresas que estão cada vez mais num aperto terrível e estão a fechar as portas”.

Benedito Daniel, PRS

“Agrada-nos a abertura gradual de alguns serviços sociais nesta fase de estado de calamidade, sobretudo quando é em benefício das populações”.

Teixeira Cândido, Sindicato dos Jornalistas Angolanos

“Muitos famílias que dependem da actividade jornalísticas estão a enfrentar dias difíceis. As empresas de comunicação social privadas estão a ser assoladas por uma grave crise em função da perda da sua principal fonte de receitas que é a publicidade. Se há incentivos para outras actividades comerciais, o sector da comunicação social precisa igualmente da atenção e da ajuda do Governo”.

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