Mulher de polícia acusado de matar George Floyd pede divórcio

Kellie Chauvin comunicou a intenção de terminar o casamento por meio de nota de advogados. Derek Chauvin asfixiou Floyd por mais de 8 minutos

A mulher do polícia Derek Chauvin, acusado de matar George Floyd, pediu o divórcio do marido, comunicaram os seus advogados na noite de Sexta-feira (29).

Segundo nota do escritório de advocacia, Kellie Chauvin está “devastada” com a morte de Floyd, que não resistiu depois de ter sido asfixiado pelo polícia e cuja morte motivou protestos em dezenas de cidades nos Estados Unidos nesta semana.

“Esta noite, eu falei com Kellie Chauvin e a família dela. Ela está devastada pela morte do sr. Floyd e a sua mais profunda empatia está com a família dele, com os seus entes queridos e com todos os que estão de luto com esta tragédia. Ela entrou com um pedido de dissolução do seu casamento com Derek Chauvin”, diz o texto divulgado pelo escritório.

“Apesar de a sra. Chauvin não ter filhos deste casamento, ela respeitosamente pede que os seus filhos, seus pais idosos e sua família tenham a sua privacidade e segurança respeitadas neste momento difícil”, acrescenta.

Na Segunda-feira (25), filmagens de Chauvin asfixiando Floyd circularam na Internet. Desde então, protestos vêm ocorrendo em várias cidades dos EUA. Na Sexta (29), o polícia foi preso e acusado formalmente de homicídio.

Segundo a acusação contra Chauvin, ele manteve o joelho sobre o pescoço de Floyd durante 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos o homem, negro, já estava inconsciente. A autópsia informou, entretanto, que não houve “nenhum indício físico que apoie o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento”.

No entanto, o efeito conjunto de George Floyd ter sido asfixiado mais as suas condições de saúde pré-existentes e a possibilidade de haver substâncias intoxicantes no seu corpo “provavelmente contribuíram para a sua morte”, de acordo com a acusação.

A morte de Floyd é mais um caso de um homem negro que morreu nas mãos da Polícia em território americano:

. Em 2015, Freddie Gray, de 25 anos, morreu sob custódia da Polícia em Baltimore, no Estado de Maryland. A sua morte foi depois qualificada como homicídio, mas o caso acabou arquivado.

. Em 2014, Michael Brown, de 18 anos, morreu depois de ser baleado por um polícia em Ferguson, no Missouri.

. Em 2012, Trayvon Martin, de 17 anos, também morreu depois de ser baleado por um polícia em Sanford, na Flórida.

. Em 2009, Oscar Grant, de 22 anos, morreu depois de ser também baleado pela Polícia em Oakland, na Califórnia, onde também houve protestos pela morte de Floyd.

Globo

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