União Europeia pede que EUA reconsidere decisão de romper com OMS em meio à pandemia

A União Europeia fez um apelo, neste Sábado, para que os Estados Unidos reconsiderem, a decisão de cortar os laços com a Organização Mundial da Saúde (OMS) pela maneira como lidou com a pandemia de coronavírus.

“Diante da ameaça global, agora é o momento de uma melhor cooperação e soluções em comum.

Acções que enfraquecem os resultados internacionais precisam ser evitadas”, disseram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o principal diplomata da UE, Josep Borrell, num comunicado.

“Neste contexto, pedimos que os EUA reconsiderem a decisão que anunciaram”, disseram, um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar a medida, acusando a agência da ONU de se tornar uma marionete da China.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também condenou a medida e prometeu discussões intensas com Washington sobre o assunto.

A decisão é o “sinal errado no momento errado”, disse Maas ao grupo de mídia alemão Funke. Com o número de infecções ainda a crescer globalmente, “não podemos destruir a represa no meio de uma tempestade”, disse.

A UE liderou pedidos por uma análise da resposta internacional à pandemia de coronavírus, incluindo a actuação da agência da ONU.

O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que defendeu a agência das fortes críticas de Trump, prometeu uma revisão da sua actuação, quando a pandemia estiver aliviada.

No mês passado, Trump suspendeu o financiamento à organização com 194 membros e, numa carta em 18 de Maio, deu à OMS 30 dias para se comprometer a reformas.

Falando na Casa Branca, na Sexta-feira, Trump disse que oficiais chineses pressionaram a OMS a “enganar o mundo”.

A decisão de sair do órgão, sediado em Genebra, chega em meio a tensões crescentes entre Washington e Pequim em relação à pandemia de coronavírus. O vírus surgiu na cidade de Wuhan, na China, no final do ano passado.

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