PRS considera precipitada intensão do Executivo de reabrir as escolas em Julho

Para o presidente da agremiação política, numa altura em que o país continua a registar diariamente casos positivos da Covid-19, é uma atitude precipitada falar do regresso às aulas em Julho, conforme orienta o decreto que regula o estado de calamidade

O Presidente do PRS, Benedito Daniel, disse, ao OPAIS, que o seu partido não alinha na intensão do Governo de activar o reinício das aulas no mês de Julho, conforme orientação do decreto que estabelece o estado de calamidade.

De acordo com o decreto, apresentado recentemente pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, as aulas nas instituições de ensino primário, públicas e privadas, retomam oficialmente a 27 de Julho.

Para Benedito Daniel, numa altura em que o país continua a somar, diariamente, casos positivos de covid-19, com a fasquia acima das 80 ocorrências, é uma medida precipitada avançar com quaisquer informações relativas ao reinício das aulas.

Segundo o político, apesar de o Executivo ter adiantado que a retoma das aulas dependerá da situação epidemiológica do país, devendo as instituições de ensino garantir condições para o distanciamento físico, ainda assim o cenário da pandemia apresenta muitas incertezas e indefinições, pelo que é dispensável acelerar o regresso às aulas.

Para o líder do PRS, até que se tenha a total certeza do sentido inverso, relativo à diminuição do número de casos, o Governo devia evitar falar sobre o reinício das aulas no actual contexto.

Conforme explicou, a situação e as condições dos estabelecimentos de ensino do país são bastante débeis e não há garantia nenhuma de que até Julho venha a ter as exigências de bio-segurança asseguradas.

Por outro lado, apontou, numa altura em que o país regista casos de transmissão local, não se poderia falar de um eventual regresso às actividades académicas sem que antes se alargasse os testes nas comunidades, como recomendam as organizações de saúde, de formas a evitar o contágio em larga escala.

“Para nós, é importante assegurar todas as condições necessárias antes de qualquer anúncio de regresso às aulas. As escolas podem esperar, mas a saúde não”, apontou.

A actividade lectiva em Angola foi suspensa em finais de Março, devido à ameaça de proliferação do novo coronavírus.

Resultados da auscultação do PR dependerá da valorização das ideias

Por outro lado, Benedito Daniel valorizou a a recente iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, de auscultar a sociedade civil, no âmbito da governação aberta.

Para o político, ao juntar num só espaço diversos especialistas da sociedade civil e formadores de opinião dos mais variados segmentos da vida política, social e económica do país, o Presidente demonstrou abertura e disponibilidade para trabalhar na identificação e resolução dos problemas que afectam as famílias e as empresas.

Porém, o sucesso desta iniciativa, frisou, dependerá da sensibilidade do Presidente da República para valorizar as ideias que foram debitadas durante o encontro que aconteceu na última Sexta-feira da semana finda.

“Auscultar apenas não basta. É preciso que se valorize todas as ideias que foram apresentadas pelos diversos actores que se reuniram com o Presidente da República”, concluiu.

 

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