Cães assassinos

Cães assassinos

Quem tem medo compra um cão, diz o povo, e há gente a levar isto muito à risca, o que não acho mal, sobretudo para os níveis de delinquência que vão crescendo cada vez mais no nosso país. Um cão de guarda é uma garantia de alerta. Muita gente tem sido salva pelo serviço destes amigos.

Para o angolano, no geral, cão é mesmo para cuidados, não é para companhia. Aqui não há destas coisas de cão dormir dentro de casa, de subir para a cama do dono, nada disso, para a maioria das pessoas.

Entretanto, pelas ruas vão passeando centenas de pessoas com cães perigosos, de raças que em alguns países foram até banidas. São cães destas raças que no Domingo mataram uma mulher no Lobito.

O nosso país não produz legislação ou regulamentos sobre estes animais. Quem os deve ter, como os deve ter, quem os adestra e que responsabilidades abarcam os donos? Nada disso nos é dito.

Vemos jovens franzinos a andar com cães de raça “pitbull” e “rottweiler” que se resolveram soltar-se o fazem com a maior facilidade. Se resolverem atacar alguém não há como os parar.

Estes cães vão por aí sem açaime, ninguém diz nada. Nem as autoridades policiais, nem as autoridades administrativas. E nem aos donos se lhes exige algum tipo de seguro de responsabilidade.

É bom que as autoridades se lembrem disso, os cães não devem servir apenas para a propaganda das campanhas de vacinação contra a raiva, é preciso cuidar deles legislar para a defesa dos seus direitos e para responsabilizar quem os tenha. E, em definitivo, é preciso responsabilizar quem transforma animais que deveriam ser amigos em máquinas assassinas.