CASA-CE defende reabertura do ano lectivo só com garantias de bio-segurança

A proposta saiu no final da 12ª sessão ordinária dos membros do Colégio Presidencial desta coligação, realizada ontem e orientada pelo seu presidente, André Mendes de Carvalho

A CASA-CE diz não haver condições mínimas, para o reinício das aulas previsto para Julho do ano em curso, face ao aumento de casos positivos, aliados à incapacidade de testagem em massa das populações.

Esta terceira força política do país defende o reinício das aulas, em todo o país, tão logo estejam criadas as condições humanas e materiais mínimas para o normal funcionamento das instituições de ensino.

Argumentou que, ao contrário de outras realidades, grande parte das escolas do país, para além de albergar mais de 40 alunos por turma, não possui casas de banho e água corrente, em boas condições, para fazer face às medidas de prevenção contra a contaminação da Covid-19.

Apontou também a falta de outros materiais para a higienização das mãos, das superfícies de objectos e no distanciamento entre as pessoas, para se evitar males maiores.

A CASA-CE justificou ainda que a preservação da vida humana deve estar no topo das prioridades, reiterando que as aulas devem ser reiniciadas em simultâneo em todo o país, assim que estiverem as condições reunidas.

A posição manifestada por esta coligação, constituída por seis partidos políticos, coincide com as recomendações estabelecidas pela SADC.

No dia 10 de Maio, por intermédio de um relatório, este organismo exortou os países membros que pretendem reiniciar as aulas a observarem os requisitos mínimos e básicos de prevenção, incluindo a disponibilização de instalações de higiene, água, saneamento e transporte para os alunos.

UNITA defende aulas em Setembro

Há uma semana, a UNITA defendeu o reinício das aulas em Setembro, segundo avançou Navita Ngolo Felisberto, vice-presidente do Grupo Parlamentar deste partido, quando fazia o balanço dos 60 dias do estado de emergência.

A decisão do reinício das aulas para o ensino superior e médio, segundo a UNITA, deve ser repensada, tendo em conta a incapacidade dos serviços de saúde de fazerem face à testagem em massa.

Avançou que pelo risco que tais aglomerados podem causar se não houver condições de biosegurança, “propomos que o início do ano lectivo seja adiado para Setembro do ano em curso”, admitindo que “até lá haja maior controlo e capacidade de resposta”.

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