Donald Trump critica governadores por serem “fracos” com manifestantes

Donald Trump critica governadores por serem “fracos” com manifestantes

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ridicularizou esta Segunda-feira alguns governadores estaduais por serem “fracos” e exigiu-lhes que tomem medidas duras contra os manifestantes, após mais uma noite de violência em diversas cidades. 

Donald Trump conversou com os governadores – numa videoconferência em que também estiveram presentes autoridades policiais e militares – dizendo-lhes que “precisam de ser muito mais duros” em relação às manifestações de protesto violentas. 

Desde Quarta-feira que milhares de pessoas têm saído às ruas de mais de 70 cidades nos Estados Unidos, para protestar contra a morte de George Floyd, um homem negro que morreu sob custódia policial, em Minneapolis, provocando cenas de saque e violência que já levaram vários governos estaduais e pedir a intervenção da Guarda Nacional e mais de 40 cidades a decretar o recolher obrigatório. 

 “Muitos de vocês são fracos”, disse Trump aos governadores, aconselhando as autoridades a deterem mais pessoas. 

O procurador-geral, William Barr, que também participou na videoconferência, disse aos governadores que devem perseguir os manifestantes que provocam distúrbios, sendo mais proactivos no controlo da situação nas ruas das suas cidades. 

O Presidente norte-americano não escondeu a sua preocupação com o alastrar das cenas de violência, que já duram há sete noites consecutivas e têm obrigado a fortes dispositivos policiais. 

O próprio Donald Trump foi obrigado e proteger-se num bunker da Casa Branca, na noite de Sexta-feira, escoltado por agentes dos serviços secretos que o procuraram colocar a salvo, quando os manifestantes começaram a atirar pedras contra a residência oficial do Presidente. 

“A Casa Branca não comenta protocolos e decisões de segurança”, disse Judd Deere, porta-voz da Presidência norte-americana, quando interrogada sobre o transporte do Presidente para o ‘bunker’. 

Não ficou claro, das informações obtidas pelos media norte-americanos, se a primeira-dama, Melania Trump, e o seu filho de 14 anos, Barron, se terão juntado ao Presidente, no bunker.