Figuras angolanas aderem a “Blackout Tuesday” e protestam contra o racismo

Algumas figuras angolanas juntaram-se, ontem, a uma corrente de protesto contra a segregação racial nas redes sociais, em consequência da morte de George Floyd, ocorrida no dia 25 de Maio.

O músico Matias Damásio, por exemplo, na sua página escreveu que o racismo e a discriminação social devem ser ferreamente combatidos e banidos do mundo por todos os seres humanos.

“Atenção! Não é preciso ter cor ou raça para lutar contra isso, basta ser simplesmente humano e lutar contra esse mal que destrói famílias e nações”, escreveu o artista.

Já C4 Pedro postou: “Para mim já chega! Farto desde vírus chamado racismo”.

Além destes, o jogador de basquetebol Carlos Morais, a apresentadora de TV Dinamene Cruz, o actor Fredy Costa, bem como Selda, entre outros artistas aderiram à cauda.

A morte de George Floyd continua a abalar o mundo. A cada dia surgem manifestações novas de protesto. Nesta altura em que a Terra também trava uma batalha sem precedentes contra a Covid-19, que impede o contacto entre pessoas, as redes sociais têm servido de espaços cibernéticos para se clamar pelo fim da segregação racial.

Desta vez, o Instagram foi o palco do cenário, enchendo-se literalmente de negro, isto é, posts com dizeres, ou não, de fundo preto. A esta corrente, que já soma mais de 1 milhão de pessoas em todo o globo aderiram, inclusive figuras angolanas, chama-se “Blackout Tuesday”, uma iniciativa de protesto dos internautas, em solidariedade com vítimas negras de violência policial, no cômputo geral.

Para participar na mesma, basta usar a hashtag #blackouttuesday e evitar usar o mais recorrente #blacklivesmatter, que tem a ver com Floyd George.

A morte de George Floyd

Vale lembrar que Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu na última Segunda-feira (25/05) ao ser detido, algemado e imobilizado por um agente policial branco.

Um vídeo gravado por uma jovem que passava pelo local mostra o policial Derek Chauvin a pressionar o joelho contra o pescoço de Floyd que, desarmado e deitado no chão, repete: “Não consigo respirar”.

Os três outros polícias presentes não intervieram. Após alguns minutos, Floyd perdeu os sentidos. Colocado numa ambulância, ele foi declarado morto pouco depois.

O episódio desencadeou protestos em todo o país, alguns deles violentos, e remete a vários outros casos recentes de negros desarmados que foram mortos pela polícia em diferentes partes dos Estados Unidos.

Mas a morte de Floyd — e as manifestações que se seguiram — reflectem, de acordo com a BBC, não apenas o contexto de conflitos raciais no país, mas também características específicas de Minneapolis, que fica localizada no Estado de Minnesota, no norte do país.

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