Mais de uma centena de jornalistas morrem de Covid-19 globalmente, diz PEC

Pelo menos 127 jornalistas morreram de COVID-19 entre 1º de Março e 31 de Maio deste ano em todo o mundo, de acordo com uma contagem da Press Emblem Campaign (PEC), uma organização não-governamental (ONG) com sede em Genebra. 

Num comunicado de imprensa divulgado na Terça-feira, a ONG mencionou que entre os 127 jornalistas mortos, cerca de dois terços estavam a trabalhar. 

“Os profissionais de mídia desempenham um papel importante na luta contra o novo coronavírus, eles precisam informar sobre a disseminação da doença. Vários deles morreram pela falta de medidas de protecção adequadas ao realizar o seu trabalho”, disse o secretário-geral da entidade Blaise Lempen. 

A PEC informou que sua contagem foi baseada em várias fontes: associações nacionais de jornalistas, mídia local e correspondentes da PEC em todo o mundo. 

Segundo a contagem, o Peru foi o país com o maior número de vítimas (15). Brasil e México vêm em segundo lugar, ambos com 13 vítimas registadas. Os jornalistas mortos nos Estados Unidos somam 12, com cinco na Rússia e cinco no Reino Unido. 

Por região, a América Latina foi o sub-continente mais afectado, com pelo menos 62 jornalistas mortos pelo vírus, em comparação com 23 vítimas da Europa, 17 da Ásia, 13 da América do Norte e 12 de África. 

Fundada em Junho de 2004 por um grupo internacional de jornalistas, a PEC é uma organização não-governamental com status consultivo especial das Nações Unidas, cujo objectivo é fortalecer a protecção legal e a segurança dos jornalistas em zonas de conflito, áreas de agitação civil ou em missões perigosas. 

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