“Esse é o Aleluia que conheci”

“Esse é o Aleluia que conheci”

O jornalista da Rádio Nacional de Angola (RNA), Arlindo Macedo, lamentou a morte de António Ferreira “Aleluia” ocorrida, ontem, em Portugal, vítima de doença.

Por terem partilhado vários momentos juntos nesta nobre profissão e no desporto, o profissional, com uma voz trêmula, adiantou que o Aleluia fez muito para o jornalismo angolano de um modo geral.

Arlindo Macedo referiu que o Aleluia era amigo dos seus colegas, não importava a idade, pois era muito solidário e não olhava atrás quando quisesse ajudar alguém. “Esse é o Aleluia que conheci”, disse.

“Para além da profissão, o Aleluia era meu afilhado de casamento. Fizemos muitas coberturas internacionais juntos”, lembrou o quadro da Rádio Cinco.

Arlindo Macedo disse que sempre que o Aleluia ganhasse alguma coisa, à luz das suas colaborações na profissão, era motivo para tirar um pouco e partilhar com os amigos no Miramar, ponto em que os jornalistas se encontravam para debater os assuntos da vida nacional e internacional.

Pelo que o Aleluia fez para o jornalismo angolano, desporto e noutras áreas, o profissional da Rádio Cinco adianta que o seu nome deve ficar “cravado” num dos quadros do Jornal de Angola, casa onde mesmo já doente, ainda escreveu muitos textos sobre desporto.

Arlindo Macedo fez saber que já se avistou várias, de madrugada, com o Aleluia depois do fecho da edição do Jornal dos Desportos.

O quadro da Rádio Cinco terminou dizendo que o Aleluia deu toda a sua vida ao jornalismo, logo é um profissional que merecerá sempre o respeito da classe.