Mais de 70% das Pequenas e Médias Empresas estão à beira da falência no país

Mais de 70% das Pequenas e Médias Empresas estão à beira da falência no país

Segundo a responsável que falava, ontem, à margem de um encontro com os empresários da União dos Pequenos e Médios Empresários que visou apresentar possíveis soluções, neste momento, vários empresários associados na organização declaram que estão com muitas dificuldades para fazer pagamento dos seus trabalhadores.

Referiu que, ao invés de pagarem os salários, os trabalhadores recebem apenas um micro bónus de 5000 a 10 mil Kwanzas para sobreviverem. “Muitas destas empresas já não pagam os salários e os funcionários que ainda continuam a trabalhar e recebem apenas bónus de 5 mil a 10 mil Kwanzas”, revelou.

A também empresária adiantou que caso o governo não interferir, muitas dessas Pequenas e Médias empresas poderão fechar as portas.

Por isso, aproveitou a ocasião para apelar o Executivo no sentido de apoiar este segmento de empresas. No seu ponto de vista, é imprescindível que o Presidente da República oiça a classe empresarial de todos os estratos, desde agricultores à classe de bens e serviços quer seja pequenos, médios e grandes empresas no sentido de saber das dificuldades de cada uma e adoptar politicas para que todos possam apoiar no crescimento da economia nacional.

Se assim não for, o país vai continuar a registar altos índices de desemprego e delinquência. Quanto à cobrança do Imposto Predial Urbano (IPU), que esta operação que está a ser realizada pela Admistraçäo Geral Tributária, AGT, a líder da união disse que não faz sentido a cobrança numa altura em que as empresas estão sem receitas até para pagar os salários dos seus funcionários.

Sublinhou que antes do Estado tomar medidas deve auscultar a classe empresarial e a sociedade em geral. “Numa altura como esta que as empresas estão sem dinheiro como é que o Estado está a cobrar coercivamente o IVA? Como é que o Estado está a impor multas?”, questionou.

Beatriz Frank acrescentou que “nessa fase às empresas estariam a beneficiar de perdão fiscal”. Referiu ainda que, muitas vezes o Estado cobra os impostos aos empresários mas, esquece de criar politicas para que as empresas tenham margem para trabalhar e cumprir com as suas obrigações diante do Estado.

A União dos Pequenos e Médios Empresários fez saber que urgem soluções sustentáveis, para que o empresariado nacional continue a ter a responsabilidade na economia de gerar empregos, pagar os impostos, contribuir para o engrandecimento e crescimento do país, igualmente ajudando o crescimento da classe empresarial mais jovem.

Sobre a União dos Pequenos e Médios Empresários A União dos Pequenos e Médios Empresários de Angola é uma plataforma criada para dar solução a este segmento de actividade e congrega no seu seio mais de 200 empresários.

A organização reuniu-se, ontem, em Luanda, com o objectivo de fazer chegar um pedido de auxílio e “socorro”, para que o Governo ouça os seus clamores.

Entre outras questões, foram abordadas a situação delicada que as empresas atravessam e a procura de soluções que beneficiem as mais de 4.000 famílias que se encontram dependentes dos empresários associados.