Xe, Corona!…

Estamos nervosos, bem chateados, sentimento de revolta ultrapassa fronteiras, todos almejam o teu fim, o mais urgente possível, oxalá, a esta hora, estejas agonizando, a dar os últimos suspiros, já na fase moribunda. Aqui, na banda mwangolé, o povo está profundamente agastado com o teu comportamento, a tua forma matreira de agir, as escondidas, na invisibilidade, atitude de pura cobardia.

Xe, corona, mundialmente, não são poucos os estragos que estás a fazer, um pouco pelo planeta terra, todos estão a ressentir, os teus golpes traiçoeiros, as economias a xoetar, as liberdades meio acantonadas, todos confinados, a aldeia, cada vez menos global, a vida humana, mais na incógnita, a capotar nas incertezas, do quotidiano, o dia seguinte ninguém sabe. Estamos sem alegria, bem agastados, queremos trabalhar, o trabalho dignifica o homem, somos e queremos continuar sendo, seres socialmente úteis, isto de ficar em casa, não é a nossa sina, a tua ousadia, ambição desmedida, basta, tem de parar, custe o que custar, o teu atrevimento não pode ser eterno.

Xe, corona, nossos corações estão dilacerados, muita mágoa, muita dor, não são poucos, os que, por tua causa partiram, deixaram inocentemente o mundo dos vivos, sem conhecer as motivações, as verdadeiras causas, desta tua raiva global. Embora não tenhas juízo, não tem jeito, se queres bondar, bonda marimbondo, bonda gatuno, bandido, nos deixa só em paz, as nossas prioridades nada tem que ver contigo, não atrasa mais a nossa caminhada, rumo a um futuro melhor.

Xe, corona, os milhões que estás a nos consumir, é kumbú que dava mais jeito para outros mambos, na educação, na saúde, na agricultura, na indústria, água para todos, mais energia eléctrica, recuperar o tempo perdido, a nação a crescer, a cidadania a sorrir. Se és mulher ou homem, levanta só a cara, enquanto é tempo, deixa de ser invisível, vamos te tomar medidas, te julgar e condenar, de acordo com a lei em vigor.

Xe, corona, é a ultima vez que te estamos a avisar, se não tem vacina, vamos te mandar tala, não é fumo sem fogo, não é conversa para boi dormir, dá só o fora, estamos fartos, quem semeia ventos, colhe tempestade. Na banda mwangolé, ninguém quer nada contigo, os kandengues e dikotas estão rijos, atentos, em vigília permanente, tempo de surpresa já passou, as armadilhas estão a ser desarmadas, temos hospitais de campanha, tua estratégia está a entrar em falência, vamos te agarrar, hoje ou algum dia.

Xe, corona, nunca mais queremos te ouvir falar, nem a sonhar, sai só das nossas vidas, o nosso grito é de vitória, somos trincheira firme, por aqui, quem abusa leva, guerra é guerra!

João Rosa Santos

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