JMPLA considera política nacional da juventude um instrumento de melhoria das condições sociais

A organização considera ser necessária a passagem da teoria para a aplicação prática da referida política, a julgar pelas necessidades que diariamente afligem a juventude

Secretário nacional da JMPLA

O secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, considerou, ontem, em Luanda, a Política Nacional da Juventude como sendo um instrumento reitor que vai contribuir significativamente para a melhoria das condições de vida desta franja da sociedade no que toca a formação profissional, emprego e habitação.  

A referida política é de iniciativa do Governo angolano, por via do Ministério da Juventude e dos Desportos e visa dar resposta aos anseios e às inquietações que afligem a classe juvenil. O plano, apresenta-se como um instrumento que permitirá realizar de forma acelerada as necessidades da Juventude. Para Crispiniano dos Santos, que falava ao OPAÍS, à margem da 9ª reunião ordinária do secretariado nacional da sua organização, a política nacional da juventude deve ser encarada pelos jovens como uma ferramenta que a curto e médio prazo poderá dar resposta às preocupações que afligem este importante segmento da sociedade.  

Porém, frisou, apesar do momento de dificuldades económicas e financeiras que o país está a viver, em função da queda do preço do petróleo no mercado internacional e as vicissitudes impostas pela Covid-19, ainda assim, é preciso acreditar que o Governo, enquanto entidade do bem, poderá dar prioridade aos eixos principais que norteiam o referido plano, que teve a consulta e análise pública a vários segmentos da sociedade civil.  

“A Política Nacional da Juventude contempla cinco políticas fundamentais daquilo que são as responsabilidades do Estado para a juventude. E o mesmo visa a melhoria da condição de vida económica e social desta franja da sociedade. Vamos é acreditar que, apesar das reformas em curso, haverá, efectivamente, implementação”, frisou.   

Passar da teria à prática  

Ainda durante a entrevista, Crispiniano dos Santos considerou ser necessária a passagem teórica da referida política para a aplicação prática, a julgar pelas necessidades que diariamente afligem a juventude.  

Para o efeito, o dirigente político solicitou, da parte dos órgãos executantes da referida política, a tempo certo, um relatório com indicadores práticos dos benefícios dos jovens com a implementação desta política. “É preciso olhar com preocupação as necessidades concernentes ao emprego e empreendedorismo. No entanto, as políticas ligadas a juventude deve sair do papel para a vida prática dos jovens angolanos”, frisou Crispiniano dos Santos, que é igualmente membro do Bureau Político do Comité Central do MPLA.   

“É um reforço e protecção dos direitos da juventude” 

Por seu lado, Fernando João, secretário de Estado da Juventude, disse que a referida política assume-se como um instrumento executivo importante que visa o reforço e protecção dos direitos dos jovens, por dar resolução aos seus principais anseios no que o emprego, formação e habitação diz respeito.  

Segundo o governante, a grande maioria da população angolana é jovem, o que obriga a uma série de acções que permitam melhorar o acesso da juventude aos sectores sociais, em particular a proteção social, educação e saúde. 

Conforme explicou, no âmbito do sector sanitário, é importante a informação sobre a saúde sexual reprodutiva para empoderar os jovens no uso responsável da paternidade e maternidade. 

De acordo ainda com Fernando João, outra vertente importante encontra-se no âmbito da profissionalização dos jovens e da sua relação com as empresas do mercado, para que se melhore os índices de ocupação. 

“O Governo angolano tem na juventude o segmento para o qual se destinam em grande parte as políticas públicas em vários domínios. E a política nacional da juventude vem precisamente confirmar essa importância que o Executivo presta a este segmento da sociedade”, concluiu.   

error: Content is protected !!