Criança paquistanesa de sete anos que trabalhava como criada foi morta à pancada pelos patrões

A criança já era maltratada há muito tempo. O motivo da agressão que agora a vitimou terá sido um descuido

Uma menina paquistanesa de sete anos morreu depois de ter sido espancada por um casal em cuja casa trabalhava como criada. O crime aconteceu em Rawalpindi, próximo de Islamabad, e o motivo terá sido o facto de a criança ter deixado fugir dois papagaios que se encontravam numa gaiola quando a estava a limpar.

O caso tornou-se conhecido quando a menina foi levada ao hospital pelo próprio casal. Na altura já se encontrava inconsciente, tendo sido posta num ventilador.

Além dos golpes no abdómen que lhe terão causado a morte, apresentava feridas na cara, nas mãos, nas pernas e nas coxas, incluindo várias já com certo tempo mas que ainda não tinham sarado.

Algumas das lesões eram indicativas de uma possível agressão sexual, um aspeto que as autoridades vão agora investigar. A criança morreu um dia depois, e o casal ficou preso. Tinha-a empregado há quatro meses para tomar conta do seu filho pequeno, prometendo à família que cuidaria da educação dela.

Em teoria, a lei paquistanesa proíbe empregar crianças com menos de 15 anos, mas situações semelhantes parecem ser comuns. Segundo o todayonline.com, o chefe da Polícia local garantiu que “a violência e a tortura física contra crianças não será tolerada”, mas muitas vezes as vítimas não têm como se queixar, ficando sujeitas a formas de exploração ainda piores que a do pessoal doméstico adulto.

Expresso

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