Cabinda reforça medidas contra violação da fronteira fluvial de Necuto

Cabinda reforça medidas contra violação da fronteira fluvial de Necuto

A comuna de Necuto está localizada a cerca de 100 quilómetros a nordeste da cidade de Cabinda e a 90 quilómetros da sede de Buco-Zau, fronteira fluvial através do rio Chiloango com a RDC.

Os cidadãos da RDC fazem-se passar por pescadores e caçadores para transporem a fronteira, colocando em risco as comunidades angolanas ao longo das fronteiras devido a contaminação do vírus da covid-19.

Em declarações à Angop, o administrador municipal, José Macaia, considera a situação preocupante devido ao facto de BucoZau fazer fronteira com o Congo Brazaville, através das localidades de Bata Linhunca, Tando Cacata estendendo até a comuna de Massabi, município de Cacongo.

Enalteceu a prontidão da Polícia de Guarda de Fronteira e das Forças Armadas Angolanas (FAA) para travar a entrada ilegal de cidadãos estrangeiros e misturar-se com as comunidades fronteiriças.

José Macaia apontou que foi criado um grupo de 104 jovens, 80 dos quais na sede da Vila de Buco-Zau, 14 na comuna de Necuto e 10 na comuna de Nhunca que tem a missão de sensibilizar as comunidades sobre para o cumprimento das medidas de prevenção contra a covid-19 e para denuncia de cidadãos estrangeiros ilegais.

As autoridades tradicionais e religiosas participam igualmente em acções de vigilância nas aldeias, denunciando a presença de estrangeiros ilegais que violam as fronteiras.

Buco-Zau conta com duas infraestruturas para a recepção e primeiros tratamentos de eventuais casos de covid-19 com apoio de dois médicos cubanos, para além de outros técnicos nacionais.

Na eventualidade de se registar algum caso positivo será imediatamente evacuado para a unidade de quarentena na localidade de Tchiazi, na cidade de Cabinda. O município de Buco-Zau conta com mais de 38 mil habitantes, cuja principal actividade é a agricultura, pesca e caça. Tem como recursos, a madeira, ouro, diamante e magnésio.