Carta do leitor: Cautelas

Por: Mário Lopes
Viana

A grande preocupação das pessoas agora é saber o que vai acontecer depois do dia 9 deste mês. Os casos de Covid-19 continuam a aumentar, ao mesmo tempo que parece existir um certo menosprezo por parte da população das acções de prevenção e até mesmo o retorno às principais actividades económicas.

Está mais do que claro que durante algum tempo teremos de conviver com esta doença, por esta razão, é importante que se multiplique as acções de sensibilização por parte das autoridades. Quem acompanhou, nos últimos dias, as reportagens sobre os hospitais de campanha e o centro de testagem dá a impressão que devemos nos preparar para o pior.

Mas, mesmo que ocorram muitos mais casos, é necessário que as pessoas tenham noção das implicações que elas representam para as nossas vidas e para a nossa deficiente economia. Um aumento vertiginoso de casos poderá eclodir para um receio generalizado de todos.

Neste contexto, é preferível que, se houver necessidade, se endureçam algumas medidas e que o Estado de Calamidade não seja entendido por muitos como o da permissibilidade. O que se nota em muitos bairros é que as pessoas não têm sequer noção do inimigo.

Quando já se diz que o vírus está no Sambizanga, seja na zona urbana ou periférica, começa-se a ter a sensação de que estaremos a um passo da contaminação comunitária. E temos noção das dificuldades existentes na nossa periferia. Poderemos até apelar ao altíssimo, mas temos que ser nós antes a travar a doença.

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