Limpeza de praias e mares marcada para o 2º semestre

Limpeza de praias e mares marcada para o 2º semestre

O mundo comemorou ontem o Dia Mundial dos Oceanos e, por ocasião deste dia, o PCA da Agência Nacional de Resíduos, Monteiro Lumbo, em declarações à imprensa, falou sobre o trabalho que esta agência tem vindo a desenvolver no sentido de se proteger a vida no mar e, consequentemente, o meio ambiente.

Os nossos mares não estão como desejamos, segundo aquele responsável, mas ainda vamos a tempo de mitigar a situação, que já se começa a reflectir, principalmente quando chove, pela quantidade de resíduos sólidos que aparecem no mar.

Desde o ano passado que a ANR tem procurado parcerias privadas no sentido de ajudarem a mitigar a problemática dos resíduos no oceano, e foi assim que celebrou um acordo com um grupo de empresas, com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e o ISPTEC, para que isto seja um facto.

“No segundo semestre do presente ano, começa o trabalho de limpeza das praias e dos mares de Luanda, numa experiência piloto (em Luanda) que está a ser patrocinada por outras entidades. Implica dizer que o Estado angolano, a princípio, não gastará nada para que isso seja possível, após memorando assinado com as empresas parceiras”, disse.

Foram feitas negociações com uma operadora de limpeza marinha que culminaram positivamente e que se disponibilizou a ajudar o Estado na limpeza das praias e mares em Luanda, como experiência piloto. É uma empresa que possui experiência e meios técnicos e só não foi executada antes por causa do momento actual, em que os sacos plásticos preocupam bastante, pois, a par do óleo e hidrocarboneto, são os mais visíveis e depois de algum período transformam-se em micro plásticos, que passam a ser alimentos para os peixes (este, se consumido, pode colocar em risco a vida do homem).

Neste momento está a ser feito também um levantamento, em parceria com as redes de supermercados, do consumo de sacos plásticos, de forma a entender o comportamento do consumidor, para depois haver uma troca pelos sacos de papel.

Petróleo e outros produtos deitados no mar

Entretanto, a atenção não estará apenas virada para os sacos, pois o derrame de petróleo e outros químicos constitui preocupação da ANR.

Em Janeiro do presente ano foi assinado um protocolo com a Agência Nacional de Petróleo e Gás, para a produção conjunta de legislação para o sector petrolífero, e dentro de pouco tempo haverá o desmantelamento de algumas plataformas petrolíferas.

“Foi preocupação das duas agências a preparação da legislação e formação de técnicos que poderão acompanhar estas operações”, sublinhou.

 Para além do trabalho nas comunidades do litoral, a ANR tem estado a fazer formações, porque entendem que é necessário educar para exigir.

Todas estas acções poderão, de certo modo, falando propriamente de Luanda, devolver as zonas de lazer ou praias, que de um tempo a esta parte deixaram de existir, umas porque foram ocupadas e outras por causa do acumular do lixo, segundo Monteiro Lumbo.

Por isso, exorta à colaboração dos cidadãos, para que tenham uma atitude amiga do ambiente na forma como trata os resíduos sólidos e o óleo usado, por exemplo, este último que já é muito procurado no nosso mercado para a fabricação de sabão.