Museu Regional do Dundo com novas regras

Museu Regional do Dundo com novas regras

De acordo com o director do Museu, Ilunga André, para além do material de biossegurança, serão colocados panfletos com informações e advertências sobre a forma como os visitantes devem circular no interior, particularmente nas salas de exposição temporária, onde estão as vitrinas que conservam o acervo museológico que retrata o percurso e dimensão histórica dos lundas.

 A direcção está igualmente a trabalhar para determinar o número de pessoas que em dias do calendário de visitas a ser estabelecido passa a ter acesso ao interior do museu.

Antes da suspensão das actividades, o calendário de visitas era de Terça a Sexta-feira, excepcionalmente aos Sábados mediante solicitações especiais.

Doravante, as visitas ou actividades de carácter científico deixam de ser gratuitas e passam a ser feitas mediante pagamento de uma taxa, com um valor simbólico, em função da idade e tipo de acção a realizar, estando isentas os menores de três anos de idade e os adultos com mais de 60 anos.

Após a sua reabertura, em Agosto de 2012, depois de longo período (sete anos) encerrado, para obras de reabilitação, modernização e ampliação, as visitas eram gratuitas, o que condicionava a arrecadação de receitas para manutenção da instituição.

Pretende-se, com esta cobrança, criar fontes de receitas para a instituição, à semelhança do que se verifica com outros museus, onde as visitas são feitas mediante o pagamento de uma taxa.

O Museu Regional do Dundo é vocacionado a actividades de recolha, inventariação, conservação e investigação científica sobre a etnografia, arqueologia e geografia dos povos lunda.

As colecções etnográficas, que constituem o principal objecto social do Museu Regional do Dundo, resultam da primeira campanha designada por “Expedição de Camaxilo”, feita no ano de 1937, e outra de 1939, no Alto Zambeze.

Entre as peças etnográficas de grande valor histórico, científico, artístico e cultural figuram máscaras, esculturas de madeira, instrumentos musicais e objectos de uso doméstico, como as cestarias e olarias, sendo que as colecções de história natural e arqueologia do Museu do Dundo têm o registo do Paleolítico, Neolítico até a época contemporânea.