Fundação Calouste abre concurso de aquisição de impressão 3D ao ensino superior dos PALOP

Fundação Calouste abre concurso de aquisição de impressão 3D ao ensino superior dos PALOP

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) vai atribuir até 10 quites de impressão 3D a instituições de ensino superior, tecnologia e de investigação dos países de africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), a fim de estas disponibilizarem gratuitamente consumíveis de saúde para apoio à capacidade de resposta à Covid-19.

Segundo consta na garantia da equipa liderada por Hermínia Cabral, a atribuição, que inclui alguns consumíveis, tem, ainda, o objectivo de promover uma aproximação das instituições universitárias e científicas às instituições de saúde, além reforçar as iniciativas da inovação social a médio prazo.

Importa referir que o quite é composto por impressoras, periféricos, sistema informático e consumíveis, bem como uma formação on-line, para garantir a utilização da ferramenta destinada aos elementos das equipas das instituições seleccionados e a possibilidade de apoio por uma central de ajuda durante um período após a entrega.

“A ideia é proceder a entrega depois do anúncio dos contemplados, em Julho próximo, período em que ocorre a avaliação das candidaturas”, informou Sofia Ascenso, porta-voz da FCG.

Permitir também a disponibilidade desse equipamento para fins de investigação, ensino e outras iniciativas pilotos é outra meta da doacção que, de acordo com porta-voz, constitui um reforço de meios na perspectiva imediata de respostas à Covid-19, sem perder de vista o desenvolvimento de soluções tecnológicas por instituições.

Para tal, os estabelecimentos de ensino superior, tecnologia e investigação interessados deverão formalizar as suas candidaturas, num período que vai de 9 de Junho a 10 de Julho, com obrigação de submeterem-nas através de um formulário on-line.

Por causa disso, Sofia Ascenso evitou garantir que o material disponibilizado pela Fundação Calouste Gulbenkian seja distribuído de forma equitativa para Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé, Guiné Bissau e ainda Timor Leste, tendo aclarado que a candidatura dos estabelecimentos do ensino superior e investigação destes países não era de caráter obrigatório, por se tratar mesmo de um concurso e não de um recrutamento.

Critério de avaliação

Segundo apurou OPAÍS a análise das candidaturas será efectuada por um júri externo, com base em critérios que se resumem em disponibilidade de recursos humanos habilitados para a utilização deste equipamento e garantia de condições de refrigeração e energia adequada aos referidos meios nas instalações candidatas.

Outra questão exigida pela fundação europeia, que se afirma como promotora da investigação, inovação e desenvolvimento no sector do ensino superior dos países africanos de língua oficial portuguesa, é a existência de parcerias dos concorrentes com instituições de saúde locais.

Os júris deste programa vão avaliar também o grau de sustentabilidade do uso deste equipamento para fins futuros de investigação, ensino e translação para o mercado.

Vale lembrar que, em Abril último, a FCG levou a cabo um concurso de atribuição de bolsas de pós-graduação a estudantes universitários destes mesmos países, nos cursos de Ciências Exactas, Saúde, Língua portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, em ópticas apilcadas à educação, visando contribuir para que, nestes países, se exerçam as suas actividades de modo a prosseguirem e actualizarem os seus conhecimentos em Portugal.

Nesta concorrência, a Fundação Calouste Gulbenkian não ofereceu possibilidade de recurso aos candidatos não seleccionados.