“Eu posso!”

“Eu posso!”

Se entre pessoas o exemplo é importante, também o é entre comunidades e entre países. É uma boa forma de preservar boas práticas, se semear a paz e os bons costumes. E é também a melhor forma de conquistar autoridade. Há muito que se descobriu que um bom líder se faz sobretudo de humildade, cooperação e colaboração. Ou seja, pondo a mão na massa, pedindo desculpas se necessário e reconhecendo nos outros capacidade de contribuir para a melhoria da empreitada.

Ora, apesar de não serem subscritores do Tribunal Penal Internacional, criado com o Estatudo de Roma a 17 de Julho de 1998, os Estados Unidos da América são os campeões mundiais da propagada da promoção da justiça internacional, chegando várias vezes a fazer de “polícia do mundo” sancionando quem agisse contra a lei internacional e também contra a democracia e direitos humanos.

Trata-se de princípios demasiado nobres para o novo episódio que acabam de inaugurar na esfera das relações internacionais, com ameaças de sanções económicas aos seus responsáveis se o TPI investigar a acção americana no Afeganistão e no Iraque, por exemplo. E o Mundo a julgar que as intervenções fossem pela democracia e pela vida. É o “eu posso, eu faço”, consoante a gana.