Covid-19 cada vez mais “privada”

Primeiro foi a história da referência “privadas” para clínicas públicas. Depois ficou-se a saber, já nestes dias, que a Covid-19 começa a ser um bom negócio para entes privados que subitamente entram na facturação com testes para viajantes, etc… Já sabemos como é, este país não desilude.

Mas tem mais: há algumas semanas que se tenta afastar determinados órgãos de comunicação do Centro de Imprensa Aníbal de Melo. A proposta foi que ficassem apenas órgãos públicos, que depois “partilhariam” o conteúdo com os outros. É a mentalidade “neopidesca”, ou “neodisista” que não larga determinadas pessoas.

Algumas até jornalistas, mas que rapidamente se esquecem da profissão quando voluntariamente de põem a defender templos que não existem mais. Para estas pessoas, a Covid-19 passa a ser assunto de tratamento restrito, censurado.

A sua burrice é tão grande que nem com binóculos conseguem enxergar que isto é absolutamente contraproducente. Agora aproveitaram o surgimento do teste positivo do “polícia do CIAM” para descaradamente fazerem a sua selecção.

E se isto continuar, dar-se-ão por felizes com a desmobilização do interesse público, a Covid-19 passará a ser negócio privado de comadres (porque nada garante que os órgãos públicos tenham maior audiência ou confiança dos cidadãos), elimina-se as perguntas de fora do grupo e reinará a paz unitária.

A democracia e as liberdades de imprensa e de informação que se danem, afinal, tem obtido tanto sucesso a táctica de afundar o país no subdesenvolvimento e na pobreza, mudar para quê? Venham antes os troféus.

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