Fundo de Garantia registou mais de 200 intenções de acesso ao crédito

Fundo de Garantia registou mais de 200 intenções de acesso ao crédito

O responsável falava durante a iniciativa “Conversa no CIAM” subordinado ao tema: “As medidas de alívio económico, ponto de situação e o impacto esperado”.

Jerónimo Pangolola referiu que as medidas de alívio ao abrigo do Decreto Presidencial 98/20, sobre as medidas de alívio económico estão num nível de implementação avançado, e começam a ter efeito positivo, tendo em conta o elevado número de adesão de empresários.

O responsável acredita que o número vai aumentar com o surgimento do site do PRODESI, aonde os empresários fazem a sua candidatura e podem contar com equipa de apoio para dar suporte.

“Há mais de 50 programas que tiveram o suporte do capital do Fundo de Garantia de Crédito”, explicou.

Disse ainda que, o capital do Fundo de Garantia de Crédito foi reforçado com 40 mil milhões de Kwanzas ao abrigo do Decreto Presidencial 80/20 publicado em Março, o que considera excelente oportunidade para os empresários que necessitam de recorrer ao crédito e tenham os projectos viabilizados junto da banca.

O FGC foi estruturado de forma a garantir os reembolsos dos empréstimos bancários até 70% em caso de incumprimento, e os outros 30% seriam cobertos sob forma de garantias pessoais ou por consignação de receitas.

O responsável salientou que o principal objectivo passa por dar um alívio às tesourarias das empresas para continuarem a produzir e pagar posteriormente.

“Com a implementação das medidas de alívio esperamos que as empresas consigam recuperar os níveis de actividade e contribuir para o crescimento económico do país”, disse.

Questionado se não é um contrassenso o facto de as empresas não produzirem e terem de pagar impostos, Jerónimo Pongolola salientou que no período da pandemia da Covid-19, as empresas não foram obrigadas a fechar as portas, mas sim adoptar novas medidas de funcionamento, tendo o tele-trabalho aparecido como grande figura para que as empresas continuassem a funcionar.

“Apesar que nos primeiros 14 dias do estado de emergência haver paralisação, as empresas começaram a regressar às actividades respeitando as medidas de biossegurança”, salientou.