Minsa investiga fonte de transmissão de Covid-19 a polícia do CIAM

Minsa investiga fonte de transmissão de Covid-19 a polícia do CIAM

As autoridades sanitárias desconhecem, por enquanto, a fonte que transmitiu o novo Coronavírus a um agente da Polícia Nacional, de 45 anos, encarregue da protecção do Centro de Imprensa Anibal de Melo, reconheceu, em Luanda, Sílvia Lutukuta. 

Por esta razão, a habitual conferência de imprensa de balanço sobre a situação do vírus no país, foi transferida para a sala de reuniões do Ministério da Saúde, enquanto decorre o processo de desinfecção para a sua posterior utilização. 

Sílvia Lutukuta esclareceu que o caso do Polícia foi detectado durante o rastreio comunitário a que foram alvos os 41 profissionais de diferentes áreas, incluindo os jornalistas, que têm apoiado a Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 na transmissão permanente de informação sobre a evolução da pandemia no país e além-fronteira. 

Garantiu que este é o único caso positivo, porém, todos os membros da equipa, incluindo os jornalistas, voltarão a fazer o teste hoje, uma vez que já se passaram sete dias desde que fez-se a recolha das amostras. 

Prevendo o impacto negativo que tal informação pode causas aos profissionais de comunicação social, a governante apelo a calma aos profissionais da classe jornalística. 

Disse estarem protegidos porque têm feito o uso o da máscara constantemente, cumprido com o distanciamento físico e, também, feito higienização das mãos várias vezes ao dia. 

Entretanto, contou que o agente da polícia em causa faz turno de três em três dias e tem estado em áreas de pouco contacto. “Estão em curso as medidas de saúde pública para se identificar os seus contactos”, frisou. 

Por outro lado, a governante disse que todos os efectivos da unidade a que o agente da Polícia Nacional pertence serão testados a fim de fazer o rastreamento a partir de hoje. 

Os rastreios dos profissionais da casa, incluindo os jornalistas de distintos órgãos de comunicação social, será feito a partir das 9horas no Hospital Boavida, numa área definida para o efeito. 

“Só para tranquilizar os senhores jornalistas, apesar dos resultados negativos é prudente e como já passaram sete dias, testar de novo”, explicou. 

Questionada se uma função de o agente da ordem pública ter testado positivo não se estaria diante de um caso de transmissão comunitária, Sílvia Lutukuta retorquiu que não. Garantiu que estão primeiramente a estudar o vínculo epidemiológico para fazer o maior enquadramento. 

A governante disse que só se pode falar em situação comunitária quando se tem um número elevado, sendo que há estudos ou referência que deduzem quando se tem mais de 100 casos sem vínculo epidemiológico e quando se tem agrupamentos de transmissão e não se tem ainda um vínculo epidemiológico direito e não é o caso do país. 

Já em relação ao outro caso, de 25 anos, as autoridades consideraram tê-la sob controlo, uma vez que trata-se de um caso de contaminação local, ocorrido na cerca sanitária do Hoji-ya-Henda, município do Cazenda. 

142 casos positivos  

Com os dois novos casos positivos registado nas últimas 24 horas, o país passou a ter um acumulado de 142 casos positivos, dos quais seis resultaram em morte, 64 recuperados (mais três que dia anterior) e 72 estão activos, clinicamente estáveis nas unidades sanitárias de referência. 

Os dois encontram-se internados nos centros de referência para tratamento da Covid-19. 

Fazendo um balanço das amostras analisadas até ao momento nos quatro pontos de testagem, nomeadamente o Hospital Militar, Instituto de Investigação em Ciências de Saúde, Instituto de Luta Contra o Sida e na Luanda Medical Center, Sílvia Lutukuta disse que já foram realizados 13.985 testes negativos, com 142 testes positivos sendo que 638 se encontram em processamento. 

Sessenta e duas pessoas telefonaram no período em referência ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), para pedir 0informação sobre a Covid-19. 

Por outro lado, disse que entre as pessoas que se encontram em quarentena institucional, 51 receberam altas. 

Disse que mantem-se o estado de calamidade, bem como a cerca sanitária nacional, a de Luanda, do Hoji ya Henda, do Condomínio Olívia e da Clínica Multiperfil. 

Testados seis cadáveres encontrados na via pública

Sobre eventuais casos de mortes súbitas que ocorrem pelo país, explicou que para além de haver uma área competente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) que trata das mortes fora das unidades hospitalar ou as mortes que não são consideradas hospitalares, têm tido uma atenção especial aos cadáveres nessas circunstâncias. 

“Temos testados alguns quando há alguma referência de manifestações clínicas que podem eventualmente estar associada à Covid-19 e nenhuma dessas amostras foram positivas, frisou. Acrescentou de seguida que “já temos referência de pelo menos seis cadáveres encontrados na via pública e noutras circunstâncias e foram testados. Os resultados foram todos negativos”. 

Em relação a morte do caso cinco e seis esclareceu que essas duas mortes não tiveram como causa principal a Covid-19, mas entram nas estatísticas na lista dos óbitos, porque estavam infectados.  

29 cidadãos dos mais de 400 provenientes da Rússia têm Covid-19

Sílvia Lutukuta disse que dos 413 cidadãos provenientes da Rússia, nesse momento há 29 infectado pela Covi-19. Os mesmos encontram-se internados no centro de referência da Zona Económica Especial. 

“Temos 40 contactos destes 29 casos por durante a sua permanência em quarentena, não cumpriram escrupulosamente com todas as orientações e as medidas de quarentena institucional. Por essa razão, mantem-se em quarentena até as novas testagens”, alertou. 

Fez saber que continuam a chegar ao país, meios de biossegurança provenientes da China e Europa. Continuam a montagem dos hospitais de campanha das províncias de Cabinda e Lunda Norte. 

Por outro lado, anunciou que estão a preparar as condições necessárias para a montagem dos hospitais de campanha no Uíge e Zaire. 

De acordo com Sílvia Lutukuta, continuam as acções de formação a nível nacional em vários domínios e distribuição de materiais de biossegurança por todas as províncias. 

Regressar ao país, só com teste de Covid-19

Sílvia Lutucuta esclareceu que no decreto conjunto sobre a testagem, está estabelecido que a mesma é obrigatória a partir do dia 30 de Junho para as pessoas que regressarem ao país. “Têm de fazer a testagem pré-embarque. Em várias situações depende do país onde viajam e também já muitos países a exigirem”, contou. 

Portanto, disse que em Angola a testagem poderá ser feita nos dois sentidos. Para os vão dependendo da exigência do país, tudo para isso para ajudar a minimizar os riscos. 

Quanto aos materiais de biossegurança, disse ser um desafio. “Nós fizemos aquisições em quantidade que achamos que se as medidas forem acatadas e não tivermos tantos casos. Podemos estar em melhores condições, mas é tudo imprevisível. Só o futuro dirá”, frisou. 

Em relação ao número de crianças infectadas, no país, disse que já tivemos um número aproximado de 20 com várias idades, internadas e que uma boa parte dela recuperou. 

Sílvia Lutukuta desmentiu a chegada de mais 200 profissionais de saúde cubanos no país. 

“Devemos continuar a observar as medidas de protecção individual e colectiva, a lavagem das mãos com frequência ou uso do álcool-gel, usar as máscaras, o distanciamento entre as pessoas e não a descriminação contra as pessoas afectadas pela Covid e suas famílias”, apelou.