ONU examinará racismo e brutalidade policial “sistémicos” nos EUA

ONU examinará racismo e brutalidade policial “sistémicos” nos EUA

A decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU veio após um pedido feito, na semana passada, pelo Burkina Faso em nome dos países africanos, disse a entidade num comunicado, nesta Segunda-feira.

Os EUA não são um dos 47 membros do fórum sediado em Genebra, do qual se desligou há dois anos, alegando um viés contra o seu aliado Israel.

“A morte de George Floyd, infelizmente, não é um incidente isolado”, disse a carta do grupo africano divulgada pela ONU.

Ela se referia ao afro-norteamericano que morreu em 25 de Maio, sufocado, quando um polícia branco de Mineápolis ajoelhou-se sobre o seu pescoço por quase nove minutos, o que desencadeou protestos nacionais e manifestações em todo o mundo.

“Os números de casos anteriores de pessoas desarmadas de descendência africana que tiveram o mesmo destino por causa da violência policial descontrolada são uma legião”, disse a carta.

A “revolta internacional” provocada pela morte ressaltou a importância de o Conselho de Direitos Humanos debater o assunto, afirmou, observando que 600 grupos de activistas e parentes de vítimas pediram uma sessão na semana passada.

Na Sexta-feira, o Conselho da Cidade de Mineápolis aprovou, por unanimidade, uma resolução que advoga um sistema de segurança pública liderado pela comunidade no lugar do departamento de polícia após a morte de Floyd.

A morte de Rayshard Brooks, um negro morto por um polícia branco de Atlanta, também na Sexta-feira, voltou a atiçar protestos na cidade norte-americana. Ela foi considerada um homicídio causado por feridas de tiros nas costas, disse o escritório do legista no Domingo.