Produção diamantífera vai ter centro moderno em Saurimo ainda este ano

Produção diamantífera vai ter centro moderno em Saurimo ainda este ano

O Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, impulsionado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás é um investimento da responsabilidade da SODIAM-E.P., que assegura também a sua gestão.

Na construção do empreendimento a estatal SODIAM vai investir USD 77 milhões, mais um adicional de USD 2,3 milhões correspondentes aos custos da fiscalização.

Com conclusão prevista para o final deste ano, a construção do Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo encontra-se praticamente à metade, com a principal fábrica de lapidação de diamantes já concluída, em termos de edificação da estrutura.

No projecto estão já edificadas as quatro naves industriais principais nas quais serão instalados o Centro de Formação em Avaliação e Lapidação de Diamantes e outras fábricas de lapidação de menor dimensão.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, referiu no evento de apresentação que o projecto “marca não só o desenvolvimento da cadeia de valor do sector diamantífero nacional, como é também uma aposta necessária no desenvolvimento empresarial fora da grande Luanda”.

O governante acrescentou que o empreendimento vai criar diversos tipos de empregos para os angolanos, desde a lapidação de diamantes a serviços comerciais.

Por seu turno, Bravo da Rosa, Presidente do Conselho de Administração da SODIAM-E.P., classifica o pólo como uma estrutura que “significa uma cada vez maior profissionalização e expansão da indústria diamantífera em Angola e um passo muito relevante para o objecto da empresa na execução das políticas de um sector estratégico para o Estado”.

Localizado a Norte da cidade de Saurimo, o empreendimento tem como objectivo principal reunir num só espaço empresas relacionadas com a economia mineradora, com foco na cadeia de valor dos diamantes, e oferece infra-estruturas adequadas para o desenvolvimento desta actividade.

O pólo, cujas características se assemelham “às de uma Zona Económica Especial”, cria igualmente no seu conceito um conjunto de oportunidades de investimento privado para nacionais e estrangeiros.

A par da instalação de empresas e de negócios directamente ligados ao sub-sector diamantífero e ao do mineiro em geral, tem como objectivo a formação e a capacitação de quadros, com a implantação de dois centros; um especializado em classificação e avaliação de diamantes, da responsabilidade da SODIAM e outro especializado em gemologia, geologia, estudos e projectos, a cargo da ENDIAMA.

A área comercial do futuro pólo será constituída por um núcleo integrado por lojas, restaurantes, bancos, repartições fiscais, escritórios, centro de convenções e dois centros de formação.

A área industrial, de acesso controlado, contará com segurança reforçada e será composta por 26 lotes de diferentes dimensões destinados à implantação de fábricas, plataformas logísticas e entrepostos aduaneiros para apoio ao ramo da mineração e não só.

Num destes lotes ficará localizada a fábrica de lapidação de diamantes e os restantes quatro vão acolher naves industriais de 750 metros quadrados para arrendamento, assim como ficarão reservados espaços para a iniciativa privada.

Em termos de funcionalidade, o futuro pólo será um espaço com auto-suficiência do ponto de vista energético, pois contará com uma estação eléctrica com capacidade de cinco megawatts de energia de fontes solar e térmica, fazendo do empreendimento um local “independente do funcionamento da rede local”.

A SODIAM-E.P., Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola é a firma estatal responsável pelo controlo e supervisão da compra, venda e exportação/importação de diamantes em Angola.

Das suas funções destacam-se as de “canal único de comercialização de diamantes; órgão público de comercialização; gestor da reserva estratégica do Estado; comprador e revendedor de 15 a 20% da quota de produção autorizada; comprador e revendedor exclusivo de diamantes brutos de origem e exploração semi-industrial/cooperativas mineiras”, dentre outras atribuições.