Deputados da UNITA disponibilizam mais de 14 milhões de kwanzas para a luta contra a Covid-19

O valor resulta da soma das contribuições dos deputados do grupo parlamentar do partido que cederam 50 por cento dos seus salários para contribuírem nas acções de combate à pandemia, conforme promessa do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior

O deputado da UNITA Liberty Chiaka, falando numa conferência de imprensa para apresentação da agenda social do Grupo Parlamentar do seu partido, disse, ontem, em Luanda, que mais de Kz 14 milhões foram doados pelos deputados do partido em dois meses e que tal valor servirá para apoiar as populações mais vulneráveis e para a aquisição de medicamentos para reforçar as unidades sanitárias de todo o país.

Ele, presidente do Grupo Parlamentar, fez saber que, actualmente, decorre interacção com unidades sanitárias de todo o país, ouvindo as principais preocupações para, de seguida, fazer chegar os materiais de bio-segurança que serão adquiridos com o valor desta doação.

“É o cumprimento de uma promessa. E vamos fazer chegar a todas as províncias. Levamos dois meses para termos essa contribuição completa, porque alguns deputados tiveram que levar dois meses para entregar os valores”, frisou.

A favor dos nacionais

Por outro lado, o parlamentar disse que o seu partido é contra a recente contratação de médicos cubanos em detrimento de nacionais, sendo que muitos destes últimos estão desempregados.

Segundo Liberty Chiaka, o seu partido não é contra os profissionais expatriados, mas opõe-se ao facto de as prioridades terem sido dadas aos estrangeiros em detrimento dos nacionais. Para o deputado, essa atitude representa um factor de exclusão social que deve ser banida.

De acordo com Liberty Chiaka numa altura em que o país enfrenta dificuldades económicas impostas pela Covid- 19, seria necessário que as autoridades sanitárias dessem prioridade aos técnicos nacionais.

No seu entender, os médicos expatriados só deveriam ser contratados para ocupar cargos ou posições em que os quadros angolanos têm deficiências.

Inquérito aos 400 milhões de kwanzas

Ainda de acordo com Liberty Chiaka, a UNITA exige a criação de uma comissão de inquérito para o esclarecimento do roubo de Kz 400 milhões no BPC.

Segundo Chiaka, além de lesar a instituição, o desfalque desfalcou os cofres do país, pelo que aos seus autores devem ser responsabilizados.

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