ENSA encerra 2019 com um resultado líquido negativo de Kz 9, 945 mil milhões

ENSA encerra 2019 com um resultado líquido negativo de Kz 9, 945 mil milhões

No acto de apresentação do balanço anual, o administrador da empresa, Ildo Nascimento referiu que, actualmente, a mesma conta com 32 agências e manteve-se, em 2019, na liderança do mercado com uma quota de 35,29%, o que representa uma subida em relação ao ano anterior.

Por outro lado, a seguradora inverteu a tendência de queda de mercado dos últimos anos, aumentando em 0,3 pontos percentuais o seu market share.

O responsável referiu que o resultado foi alicerçado num aumento dos prémios acima da média do mercado, por esse motivo registou um crescimento de 35% no volume de prémios brutos emitidos.

No que diz respeito às áreas de negócio, destaca-se a Saúde, que representou 49% do volume de negócio da ENSA, seguida pela dos acidentes de trabalho e pessoais (17%) e pela petroquímica (16%).

“O rácio de cobertura das provisões técnicas foi o segundo mais elevado desde 2016, ficando nos 165%. Registe-se ainda que, em 2019, a Standard & Poor´s (“S&P”) manteve o rating internacional da EN em B, em alinhamento com o rating do país”, explicou.

Disse ainda, que em 2019 a ENSA manteve a sua política de aposta nos recursos humanos, tendo reforçado acções para a sua formação e dinamização.

No final do ano, a ENSA contava com 634 colaboradores directos, cobrindo todas as províncias do país. Foi ainda empreendido um esforço de saneamento financeiro das contas assente na implementação de uma política mais conservadora quanto à constituição de provisões técnicas e de provisões para prémios em cobrança, os quais, com a conjuntura económica global desfavorável, tenderam a se agravar em volume e antiguidade.

Segundo o responsável, em2020, o sector segurador assistirá novamente a um ano de grandes desafios, tal como se tem vindo a verificar nos últimos anos, o qual será acompanhado por um ambiente de elevada competitividade.

O presidente do Conselho de Administração da ENSA, Carlos Duarte, explicou que o plano estratégico da empresa prevê a entrada de um parceiro e a dispersão de capital em Bolsa, enquanto se prevê a contratação de cinco quadros seniores, com experiência internacional relevante, para assistirem no processo de transformação e coaching de lideranças.

Faz ainda parte do plano estratégico, a alteração da sede da empresa para um imóvel que permita um reposicionamento institucional e funcional mais alinhado com a sua importância no mercado, a simplificação da estrutura interna de direcções para uma maior eficiência interna, a criação de uma cultura organizacional focada, essencialmente, na meritocracia e na gestão por objectivos, a potencialização dos novos talentos, mas também o melhor aproveitamento do conhecimento histórico acumulado.

Por essa razão, a ENSA conta com uma equipa coesa denominada TODOSENSA. “A empresa tem como estratégia apoiar os clientes com soluções de protecção de risco, promovendo o valor da vida individual e empresarial, rentabilizando o valor para os accionistas, com responsabilidade social”, disse.

Por sua vez, o PCA do Instituto de Gestão, Administração de Activos e Participação do Estado (IGAPE), Patrício Vilar, avançou que o trabalho para o processo de privatização teve início em 2019, assim como o trabalho de saneamento de forma a sistematizar o processo e os concursos que se seguem para identificação do parceiro estratégico com uma vasta experiência no sector.

“Após o término dos concursos, a consultoria que terá duração de 30 dias, acontece o concurso para identificar o parceiro com prazo de 6 a 8 meses”, explicou.

Sem avançar a percentagem que será privatizada, o responsável avançou que o Decreto Presidencial n.º 250/19, de 5 de Agosto, que lançou o mais recente Programa de Privatizações de Angola(“ProPriv”), seleccionou a ENSA para privatização no decurso de 2020 e, desde logo, a destacar- se como um dos activos mais relevantes do Estado a alienar, embora sem especificar as percentagens, porém depende da negociação que será realizada.

No ano transacto, concretamente no mês de Novembro, foi nomeado o novo Conselho de Administração, configuração da estratégia 2020-2022, implementação de medidas de saneamento financeiro, início da preparação do processo de privatização, aprofundamento das relações comerciais (canal de mediação) através da criação de uma Direcção destinada aos parceiros

Por outro lado, a nova direcção também inscreveu na sua agenda a formação de mediadores exclusivos, celebração de parcerias com dois grandes players dos órgãos de comunicação pública, Troféu Acácias Rubras pela Melhor participação do Sector de Seguros, em Maio de 2019, lançamento da “Campanha Criança Segura” a 1 de Junho de 2019, lançamento da “Campanha Seguro Saúde com Acesso à Rede Essencial Advance Care Portugal”, revisão/manutenção do rating internacional da ENSA pela Standard & Poor’s (“S&P”), doações aos Governos Provinciais do Cuando Cubango, Cunene, Huíla e Namibe no âmbito do apoio às populações vítimas da seca.