Invisível e “maroto”

Ontem mesmo surgiu a notícia de um medicamento britânico, o Dexamethasone, apresentado pela Universidade de Oxford como eficaz na cura da Covid-19. E já com ensaios clínicos realizados. A notícia é boa. Esperemos que a eficácia se mantenha, já que o vírus parece andar a brincar ao esconde-esconde com a ciência.

Por cá, o esconde-esconde é com a Polícia mesmo, com cidadãos completamente inconscientes tomados por uma demência qualquer que não lhes permite respeitar qualquer regra em nome da vida. Da sua e dos outros.

Aqui, ciência é coisa de outro mundo, não será deste país que sairá a solução para a cura ou vacina da Covid-19, certeza quase a cem por cento, menos um milésimo só. Mas o negócio já está montado, alguns colégios já estão a recomendar aos pais e encarregados de educação as clínicas para onde levar os filhos para os testes antes das aulas. Isto até cansa.

O problema é que os ricos se julgam intocáveis, apesar de alguns até já deverem ter ventiladores reservados em casa, e os pobres não têm como ficar em casa.

E depois ainda temos a gasosa para deixar passar e aquilo tudo que já sabemos. Resultado, o vírus nos aguentou com os olhos em Luanda e afinal já está no Cuanza-Norte.

Se calhar noutras províncias também. Agora há que multiplicar-se os esforços para o conter, é que, além de invisível, este vírus continua basicamente desconhecido na sua “marotice”, mas está difícil as pessoas entenderem isso.

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