Catoca poderá implementar rotatividade da equipa até final deste mês

Os trabalhadores da Sociedade Mineira de Catoca que se encontram em serviço desde que tinha sido decretado o estado de emergência, em consequência da Covid-19, poderão ser substituídos entre final de Junho e início de Julho, no quadro de uma estratégia de rotatividade das equipas.

A decisão, que procura a não paralisação do funcionamento da empresa, saiu da última reunião do Comité de Crise, organismo criado para a gestão e acompanhamento da evolução das consequências provocadas pela pandemia.

Segundo o director-geral, Benedito Paulo Manuel, o processo de revezamento terá início com os trabalhadores que têm a base familiar na província da Lunda-Sul, o que implica que parte dos que estão em casa retornarão ao trabalho, em regime de confinamento na mina, e, por sua vez, os que estiveram a trabalhar serão dispensados para cumprirem o isolamento social junto da suas famílias.

No caso dos trabalhadores que têm a base familiar em Luanda, Benedito Paulo Manuel fez saber que estão condicionados pelo levantamento da cerca sanitária instalada ao redorl da capital do país, decisão que permitiria a deslocação dos trabalhadores tanto os confinados na capital do país assim como a entrada dos residentes de Luanda confinados na mina.

“É importante sublinhar que o revezamento dos trabalhadores com a base familiar em Luanda está a depender das medidas aplicadas pelas autoridades sanitárias do país, pelo que teremos que efectivamente aguardar pelo levantamento da cerca sanitária”, condicionou o responsável.

Será implementada uma escala de trabalho, segundo a qual as equipas trabalharão alternadamente em casa e nos escritórios da empresa.

“Sendo que o país ainda observa a Situação de Calamidade Pública, os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19, nomeadamente, trabalhadores portadores de doenças crónicas, mulheres com filhos menores de 12 anos, e doentes com imunidades baixas continuarão dispensados das actividades laborais, para cumprirem o isolamento social junto das suas famílias”, assegurou o director- geral.

Com estas medidas, o Conselho de Gerência almeja proteger as pessoas, diminuindo o risco de contaminação, bem como manter a empresa, salvaguardando os postos de trabalho e, simultaneamente, a sua contribuição ao desenvolvimento económico e social de Angola.

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