Violência contra crianças pode ser denunciada gratuitamente pelo 15015

O Instituto Nacional da Criança (INAC) lançou esta semana, oficialmente, o serviço de denúncias SOS-Criança, através de uma linha gratuita, anónima e confidencial, ligada ao número telefónico 15015, tendo em conta o crescendo de casos de violência contra a criança, sendo que em 2019 se registou cinco mil e 704 no país

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, afirmou, no acto de inauguração deste serviço, que a violência contra a criança no país é uma ameaça ao seu desenvolvimento integral.

Tendo em atenção que a violência contra a criança é um facto no país, explicou que esta realidade, preocupante e inquestionável, permite conhecer a existência de um número considerável de crianças que necessitam de uma linha de ajuda sem qualquer custo para o denunciante.

Faustina Alves disse que o INAC registou um total de cinco mil e 704 casos de violência contra a criança em 2019, enquanto que de Janeiro a Maio deste ano já registou mil e 613 casos de violência em todo o país.

Explicou que o SOS-Criança é uma das ferramentas importantes para advogar os direitos da criança, numa visão abrangente e holística que se traduz no atendimento telefónico permanente das chamadas a efectuar por crianças ou adultos que estejam em contacto com criança em risco ou vítima de qualquer violação dos seus direitos.

Em Angola os operadores do referido terminal vão centra-se na recepção de denúncias, encaminhamento e/ou intervenção, oferecendo-lhes assistência imediata através de uma rede de instituições sociais disponíveis que ofereçam serviços de acolhimento, reabilitação, reinserção e acompanhamento a curto, médio e longo prazos, em função de cada caso.

Para o sucesso da linha SOSCriança, numa primeira fase, foram orientados e treinados os comandos municipais da Polícia Nacional, as delegações municipais de Saúde e as direcções da Acção Social para que, de modo articulado e coordenado, possam atender e dar respostas às situações de crianças vítimas de abusos.

Em representação das crianças, uma menina pediu às entidades com um “protejam-nos por favor”, o agravamento das penas dos crimes de violação contra menores, fuga à paternidade e maternidade, abandono familiar, tráfico de seres humanos, violência física e todos os males que ainda constituem barreiras para o desenvolvimento e pleno bem-estar de todas as crianças.

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