Grupo empresarial investe mais de Kz 250 milhões na produção de carteiras

O grupo empresarial nacional Jiretours que se dedica à produção de mobiliário escolar investiu um total de Kz 250 milhões para a produção de 300 novas carteiras individuais por dia tendo em conta o reinício das aulas nos próximos meses

Tendo em conta a pandemia da Covid -19 e o possível reinício das aulas nos próximos meses a fábrica de produção de mobiliário escolar Jiretours preocupada com as medidas de prevenção investiu 250 milhões de Kwanzas para a produção de 300 carteiras individuais, como adiantou a OPAÍS o admistrador do grupo Jiretours, Osvaldo Caumbulo.

Segundo o responsável, neste momento, a empresa conta com mais de 14 encomendas de colégios para a produção de carteiras individuais sendo estas as mais solicitadas nos últimos dias.

“Estamos a pautar e a seguir as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), pois, acreditamos que as carteiras individuais serão a solução do futuro”, disse.

Com duas linhas de produção, a unidade fabril localizada no Benfica com a capacidade de produzir 600 carteiras por dia reduziu a produção para 400 carteiras por dia, das quais 300 são individuais e 100 carteiras duplas, essa última, faz parte das encomendas solicitadas antes mesmo da pandemia de Covid-19.

Referiu que a queda na produção deveu-se à fraca procura do mobiliário escolar e a desaceleração da economia tendo em conta à pandemia.

Salientou que actualmente 90% da matéria-prima utilizada para o fabrico de carteiras é nacional, desde a madeira, o ferro entre outros acessórios para acabamento.

Para além do fabrico de mobiliário escolar, a unidade industrial engloba, actualmente, a produção de mobiliário para escritório, bibliotecas, igrejas e museus.

Para o empresário, o país não tem necessidade de importar carteiras, uma vez que as indústrias nacionais produzem o material com boa qualidade e a preços acessíveis.

Esclareceu que o maior cliente ainda é o sector privado com um total de 53 clientes fixos e 250 sazonais.

O responsável aproveitou a ocasião para apelar o Executivo no sentido de continuar a apoiar a produção nacional, em particular o sector mobiliário.

“É necessário que o Estado apoie o sector privado, em particular o sector mobiliário”, acrescentado que “essa é a única maneira de criarmos desenvolvimento e racionalizar custos”, sublinhou.

Quanto aos preços das carteiras, avançou que variam entre 23 a 28 mil Kwanzas por unidade. No seu entender, os preços são competitivos e acessíveis, mas lamentou o facto de existirem ainda muitas escolas sem carteiras.

Osvaldo Caumbulo disse que a empresa que dirige está disposta a acudir todas as necessidades de mobiliário escolar a nível nacional, com maior realce nas escolas que estão a ser construídas nos municípios do país, tendo em conta os projectos do PIIM.

Esclareceu que além de comercializar, a unidade fabril dispõe de serviços de manutenção para maior durabilidade e um prazo de garantia de um ano.

Projectos de expansão

Sublinhou que dada a sua qualidade muitas empresas e industriais de outras províncias, principalmente de Cabinda, compram as carteiras para revender noutros locais, como na vizinha República Democrática do Congo ou até mesmo ao Estado.

Por isso, o empresário tem o seu foco na expansão através da abertura de representantes ao nível de cada província e também na internacionalização da empresa que no caso será para a República Democrática do Congo.

“Acreditamos que a República Democrática do Congo é um bom mercado uma vez que muitas das carteiras produzidas na fábrica já são comercializadas no Congo”, precisou. Apesar de estar ainda em Luanda, o responsável garantiu que as carteiras e todo o mobiliário produzido na fábrica chegam a todas as províncias do país. O grupo Jiretours produz respeitando a ergonomia internacional, por está razão produz carteiras tendo em conta as idades e os níveis, que variam desde o ensino primário até ao ensino universitário. “A missão do grupo Jiretours não se resume apenas a vendas, temos todo o cuidado e respeitamos a ergonomia internacional”, resumiu. “Ainda não está uniformizado o estilo de carteiras que se produz no país e é preciso que o Estado crie um regulamento para facilitar os industriais”, referiu. O grupo empresarial investiu também fortemente no segmento das tecnologias para a educação, com uma equipa de jovens que trabalha para encontrar soluções tecnológicas. Neste momento, a empresa criou também um aplicativo que desde o início do estado de emergência tem facilitado as aulas dos professores e alunos de muitos colégios privados. O grupo dedica-se também à montagem de laboratórios escolares nas escolas para os cursos de química, medicina, entre outros.

Sobre o grupo

Localizado no Benfica, numa área de 1200 metros quadrados de produção, o seu percurso começou em 2016 com a produção de mobiliário doméstico. Em 2017, fruto da entrada de uma nova administração, a empresa passou a dedicar-se à produção de mobiliário escolar. A actividade da Jiretours mobiliária escolar é mais abrangente e consiste na produção de mobiliário em madeira, metálico e em polipropileno destinado não só ao segmento escolar, mas apostando, igualmente, na produção de mobiliário para escritório, bibliotecas, igrejas e museus.

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