Conselho de agência nuclear da ONU eleva pressão sobre Irão por entrada em locais suspeitos

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu ao Irão nesta Sexta-feira que pare de negar à agência o acesso a dois locais suspeitos e que coopere totalmente com o órgão, disseram diplomatas presentes na reunião.

Uma resolução, adoptada numa votação convocada após a China manifestar a sua oposição, aumentou a pressão sobre o Irão para permitir que inspectores entrem nos locais mencionados em dois relatórios da agência por ainda poderem hospedar material nuclear não declarado ou vestígios dele.

O texto da resolução submetida por França, Reino Unido e Alemanha, e obtido pela Reuters afirma que o conselho “pede ao Irão que coopere totalmente com a agência e atenda às solicitações da agência sem mais delongas, inclusive fornecendo acesso imediato aos locais especificados pela agência.”

O acordo nuclear iraniano com as principais potências delineou, em 2015, o que a AIEA e o serviço de inteligência dos Estados Unidos acreditam ser um programa secreto e coordenado de armas atómicas interrompido em 2003.

Mas a apreensão feita por Israel do que se acredita ser parte de um “arquivo” de trabalhos anteriores do Irão parece produzir novas pistas sobre actividades passadas.

A AIEA suspeita que actividades possivelmente relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares foram realizadas no início dos anos 2000 nesses locais.

O Irão sugeriu que a agência está a procurar acesso com base nas informações israelitas, que considera inadmissíveis, e reitera que o arquivo da AIEA sobre as suas actividades anteriores foi fechado.

“Acho que o pronunciamento foi claro”, disse Rafael Grossi, chefe da AIEA. “Pretendo me reunir com o Irão muito em breve e tentar resolver isso o mais rápido possível. Começo com o embaixador aqui…e depois veremos”, acrescentou.

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