Menos de 50% das escolas de Luanda têm abastecimento de água

Os titulares das pastas da Energia e Águas, Educação e a Governadora de Luanda estiveram reunidos, no dia 18, com o objectivo de procurarem mecanismos para garantir o fornecimento de energia eléctrica e água potável às escolas. Ficou-se a saber que menos de 50% das escolas de Luanda têm abastecimento de água potável

A análise da questão do melhoramento do abastecimento de energia e água às escolas deve ser tratada ao nível dos três órgãos ora citados, e por isso, segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, para levar água às escolas é necessário ter uma rede de distribuição, para além da garantia que internamente haja condições para utilização da água fornecida.

No encontro, a EPAL e a ENDE fizeram a apresentação dos levantamentos efectuados nas escolas de Luanda, num total de 497, relativamente ao fornecimento de água e energia eléctrica a esses estabelecimentos escolares.

Da apresentação ressaltou o facto de o abastecimento de água, com regularidade, ser feito em menos de 50% das escolas em Luanda.

Relativamente ao fornecimento de energia eléctrica, conclui-se que cerca de 40% dos estabelecimentos escolares não estão ligados a rede pública, sendo, por isso, recomendado que a ENDE avalie soluções para que, no âmbito dos projectos de investimentos públicos, se encontre alternativas para alteração deste quadro.

Na sequência das apresentações e do debate à volta das mesmas, foram criados grupos técnicos que no prazo de uma semana deverão apresentar levantamentos e propostas de soluções para cada situação específica identificada.

A ministra da Educação, Luísa Grillo, reconhece ser crítica a situação de Luanda no que ao abastecimento de água às escolas diz respeito.

A governante referiu ainda que todas as escolas são prioritárias sugerindo medidas alternativas, como, por exemplo, a colocação de reservatórios nas escolas sem ligação à rede.

Por sua vez, a governadora de Luanda, Joana Lina, apelou a um maior engajamento dos diferentes responsáveis municipais para que trabalhem com o sector de Energia e Águas para que as crianças tenham todos os apoios necessários e estudem nas melhores condições.

Falhas de água em Talatona e Benfica serão minimizadas

O encontro entre os titulares de pastas antecedeu uma visita de constatação do ministro da Energia e Águas aos Centros de Distribuição do Benfica 1 e Benfica 2. O CD Benfica 2 tem uma capacidade de 40.000m3, (sendo que 20.000m3 para as zonas de Benfica, Patriota e Zona Verde 1, 2 e 3 e os restantes 20.000m3 servem como reforço ao Talatona, após a conclusão do Booster).

Já o CD Benfica 1 tem capacidade de 3.000m3 como reforço a Talatona (Mirantes) e o Futungo de Belas. Foram baixadas uma série de orientações aos empreiteiros e à EPAL, principalmente para uma maior rapidez na execução de várias obras em curso que visam minimizar o problema de abastecimento de água às zonas do Talatona e Benfica, fundamentalmente, sendo que nessas zonas residem potenciais grandes clientes para a empresa e que podem fazer crescer as receitas da EPAL.

De uma forma geral, após ouvir explicações sobre os projectos em andamento nesta região da cidade capital, o ministro pediu brevidade em todas estas empreitadas, sem excepção, tendo mesmo referido que conta com o apoio dos empreiteiros para resolver estes problemas de abastecimento de água em Luanda, que são os grandes desafios que a cidade tem pela frente.

Segundo o ministro, um dos grandes objectivos é que se consiga fazer com que saia água em toda a cidade, nem que seja uma vez por semana, visto que muita gente tem tanques de água e isto pode ajudar a minimizar as dificuldades.

Na sequência da jornada de trabalho, o titular da Energia e Águas, manteve ainda um encontro com o Conselho de Administração da EPAL, em que deixou igualmente algumas orientações no sentido de se atender faseadamente e de forma alternada o serviço de abastecimento de água a cidade, visando reduzir o número de reclamações.

O responsável disse ser necessário convocar os camionistas, associados ou não, para uma reunião e ouvir os mesmos. Para o titular, a EPAL deve liderar este processo de distribuição de água em Luanda e não os camionistas.

A qualidade da água e a manutenção dos preços são também assuntos importantes e que devem ser considerados.

O Pais

Deve ver notícias

error: Content is protected !!