“Não queremos árbitros corruptos em Benguela”

O novo inquilino da arbitragem na cidade das Acácias Rubras, Pedro Canobe, promete lutar contra a corrupção no sector nos próximos quatro anos

O novo presidente do Conselho Provincial de Árbitros de Benguela, Pedro Canobe, disse à imprensa local que vai trabalhar no sentido de criar núcleos de arbitragem em todos os municípios, tendo em vista o quadriénio olímpico 2020/2024.

Para concretizar este objectivo, Pedro Canobe espera primeiro manter um encontro com os administradores ao nível da província para explicar o que pretende com a arbitragem na terra das Acácia Rubras.

“Na verdade, o Conselho Provincial pretende promover juízes locais para as lides nacionais e internacionais. Ora bem, neste momento o único árbitro internacional que temos é o António Dungula e não é suficiente para aquilo que traçamos para este manda- to”, assumiu.

O responsável revelou que a província tem bons ‘homens do apito’, com a qualidade que a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a FIFA, órgão que rege o desporto-rei no mundo, exigem.

O dirigente reiterou que há bons e maus árbitros, pois os maus deverão ficar em casa: “não queremos corruptos na arbitragem, sobretudo no nosso conselho”.

Por este motivo, o mesmo responsável almeja trabalhar com juízes que amam o apito e acredita que estes estarão sempre em prontidão para dirigir grandes jogos de futebol na terra das Acácias Rubras.

Por outro lado, Pedro Canobe assegurou que já há seis árbitras que actuam ao nível da província de Benguela, mas falta dinâmica e incentivo para esta classe.

“Aliás, elas sempre mostraram vontade de trabalhar, porém as mulheres precisam de ser acarinhadas.

Ou seja, quando cometem um erro durante um jogo o comissário não pode ser duro com elas”.

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