Covid-19 representa um choque muito grande na economia mundial

A representante oficial da missão diplomática angolana na Alemanha, Isabel Sousa, considerou que a pandemia da Covid-19 representa um grande choque para a economia global, por isso, acredita que urge a necessidade dos países resolverem o problema em conjunto

Segundo a responsável, que falava nesta Quinta-feira à margem de uma conferência de imprensa realizada pela Câmara de Comércio Angola/Alemanha sobre o impacto da Covid-19 nas economias, a pandemia deve ser resolvida de forma geral, uma vez que desde muito cedo os dois governos, de Angola e Alemanha, adoptaram medidas de saúde de ajuda às populações mais carenciadas.

“Acreditamos que este problema deve ser resolvido em conjunto, pois os governos de Angola e da Alemanha procuraram desde cedo fomentar medidas de saúde para ajudar as populações mais vulneráveis.”, disse.

Já a Especialista em instituições financeiras de desenvolvimento Rena Terfrüchte avançou que na Alemanha, o Estado, com vista a salvar a economia, injectou um valor de 1, 3 triliões de euros que foram aplicados em sectores como a saúde e também para apoiar as micro, pequenas e médias empresas alemãs.

“O Estado criou um pacote de resgate da economia avaliado em 1.3 triliões de euros para apoiar diversos sectores, como, por exemplo, o da saúde, bem como as micros e pequenas empresas, no sentido de evitar que a economia alemã se desmoronasse”, detalhou.

Por sua vez, o analista económico João Neves considerou que a actual situação económica do país deve ser vista numa perspectiva pré-Covid-19, porque antes a economia nacional teve quatro recessões consecutivas e com uma taxa de desemprego à volta dos 30%.

Referiu que a solução nesta altura passa também por renegociar a dívida de Angola, fundamentalmente com a China, o que já veio a acontecer.

“A China dará uma moratória de pagamento de três anos, o que cria um balão de oxigénio. O desafio agora passa por perceber como é que se vai aplicar este dinheiro que deveria ir para a dívida”, observou.

O presidente da Câmara de Comércio Angola/Alemanha, Celsio Silva, disse que além do Goethe Institut, que é o centro de cultura e educação alemã, operam no país algumas empresas no sector agrário e outros. Referiu que neste momento, no mundo há uma estagnação de actividades comercias, quer no lado das empresas alemãs, quer também das empresas angolanas.

O encontro realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Angola/ Alemanha juntou várias entidades ligadas ao sector empresarial angolano e alemão num WEBinar com o objectivo principal de abordar o impacto da Covid-19 na economia, bem como perceber as medidas implementadas pelos governos dos dois países para ajudar a mitigar as consequências da pandemia nos negócios.

Participaram também no WEBinar altos representantes da Câmara de Comércio e Indústria Angola/ Alemanha, jornalistas e empresários dos dois países.

A Câmara de Comércio Angola/ Alemanha é uma organização internacional não-governamental que trabalha para promover e assessorar o comércio entre a República de Angola e a República Federal da Alemanha.

Ela é a voz que defende esta relação, equitativamente, como uma força para a cooperação económica de ambas nações, a criação de trabalhos e a prosperidade no ramo comercial.

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