LIMA faz balanço positivo dos 44 anos da sua existência

Em alusão ao 44º aniversário da Liga da Mulher Angolana (LIMA ), organização feminina da UNITA, a presidente cessante, Helena Bonguela Abel, em declarações a OPAÍS, disse que, passado este tempo, as mulheres ficaram mais emancipadas

Em conversa com este jornal, sobre o aniversário da organização, assinalado a 18 de Junho mas cujo acto central realizou-se ontem, Sábado, 20, a responsável disse que ao longo destes anos todos a realização mais marcante é a representação das mulheres da UNITA em todas as esferas políticas, com realce para a Assembleia Nacional.

Helena Bonguela Abel avançou que os 44 anos de existência do braço feminino do seu partido, representa uma grande evolução na tomada de consciência das mulheres para a luta pelos seus direitos.

Para Helena Bonguela, que é também deputada à Assembleia Nacional, as mulheres tomaram consciência de que é preciso olhar em frente e caminhar lado a lado com os homens, como acontece nas democracias mais antigas da Europa e da América.

Esta luta da LIMA, segundo a fonte, não só abarca as mulheres adultas, mas também às jovens, adolescentes e tem um olhar sobre as crianças.

Mais lugares

A deputada manifestou que a nível interno do seu partido a representação das mulheres nos lugares de decisão ainda não é satisfatória, mas promete dobrá-la nos próximos tempos. “Nós temos as mulheres representadas. Não só uma mera representação, mas sim a participação nos debates onde se tomam grandes decisões para o bem do país”, esclareceu.

Acrescentou que “a nossa luta é que a mulher possa atingir cinquenta por cento, ou mais, de representatividade nos lugares de decisão”, disse.

Segundo ela, mais mulheres despertam para a organização, tendo em conta que a UNITA é uma alternativa ao poder político para que Angola conheça outro sistema de governação, sustentou.

Questionada sobre o balanço destes anos todos, disse terem sido bons, mas a morte em combate do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, foi o golpe mais duro na história desta organização.

“Quando morreu o mestre da dignidade humana, o doutor Jonas Savimbi, a LIMA tropeçou, mais não caiu”, disse Alice Bonguela.

Emancipação da Mulher

Por outro lado, a líder feminina manifestou-se preocupada com a emancipação da mulher a todos os níveis, com realce para a questão do acesso aos micro e macro projectos, entre outros.

Covid-19 trava Congresso

Sobre a renovação de mandatos, ou seja o congresso da LIMA, reiterou que foi adiado por causa da pandemia da Covid- 19, que assola o país, mas realizar-se-á assim que as condições sanitárias do país voltarem à normalidade.

Sobre esta pandemia, Bonguela disse que a sua instituição tem vindo a sensibilizar a população sobre o perigo que representa a Covid-19, não só em Luanda, mas também noutras províncias do país.

Sobre o regresso às escolas, disse que o seu partido já se pronunciou sobre o assunto, mais ainda assim pede ponderação.

Segundo a responsável, o regresso à escola deve ser marcado com fortes medidas de bio-segurança para se evitar o contágio desta doença ainda sem cura.

Maria Miranda Cassule

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