Erros médicos e erros técnicos

Foi muito bom ouvir a ministra Sílvia Lutukuta, ontem, ela que é médica de profissão, admitir que o país tem muitos erros médicos. E que não venham agora as organizações da classe desmentir e atirar-se à ministra, ela tem razão.

E se os profissionais quiserem ter razão também, que lutem por tudo, menos pelo direito de matar. Isto é um assunto. O outro é o das condições salariais, de trabalho, valorização, etc… Aí estamos juntos. Mas que há erro médico por insuficiência técnica, há. E os médicos devem lutar também pela sua própria superação.

Mas os erros não são um exclusivo dos médicos, não se vangloriem, por favor, no jornalismo acontecem todos os dias, os técnicos, os “ideológicos” e outros que são fruto do “cachiquismo” epidérmico que tomou conta de muita gente há muito tempo.

Por exemplo (e eu não descarto a possibilidade de a “máquina” estar a trabalhar), nas conferências de imprensa da Covid-19 agora fazem perguntas apenas alguns órgãos, os mesmos sempre. Imagine-se a justificação: “fazem directos”. A raiz que a estupidez enterrou em Angola é muito grande. Então um jornal não está online e a actualizar ao minuto? Então uma pergunta de um jornal não sai no directo de uma televisão pública? A resposta da ministra virá em deferido? Há mentalidades (ou cérebros? Ou pessoas?) que nasceram mesmo de erros médicos, desculpem, de erros técnicos… ou, se calhar, em termos de democracia vivem em deferido, não estão em directo com os novos tempos.

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