Líderes indígenas peruanos pressionam Parlamento por lei para proteger povos amazónicos

Líderes indígenas no Peru estão a articular com parlamentares para aprovar um projecto de lei para impedir que pedaços de mata virgem da Floresta Amazónica sejam proibidos para estrangeiros, mas temem que a oposição da indústria do petróleo possa estragar uma rara oportunidade para garantir a votação nesta semana.

Com temores cada vez maiores de que a pandemia do Coronavírus devaste comunidades isoladas, o Congresso (Parlamento) peruano considera acelerar a votação do projecto para melhor proteger territórios indígenas nas fronteiras com Equador e Brasil.

“Até agora, actividades extrativas de alto risco foram permitidas nestes territórios”, disse Jorge Pérez, presidente da Organização Regional de Povos Indígenas da Amazónia, à Reuters.

“Essa reforma irá garantir as vidas e direitos humanos dos povos não-contactados”, disse Pérez em referência às estimadas 7 mil pessoas em cerca de 20 grupos na Amazónia peruana e que possuem muito pouca ou nenhuma interação com o mundo exterior.

A preservação de territórios indígenas no Peru e no Equador é vista como crítica para o ecossistema da Amazónia mais ampla, que alguns cientistas alertam está a aproximar-ser de pontos de viragem catastróficos devido às mudanças climáticas e à aceleração do desmatamento no Brasil.

Embora o Governo do Presidente Martínz Vizcarra seja contra o projecto de lei, analistas políticos e parlamentares dizem que o Congresso peruano adquiriu um viés populista após as eleições de Janeiro e poderia aprovar a legislação.

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