‘Apoiei 100%’: Bolton diz que poderá revelar mais no futuro sobre morte de Qassem Soleimani

O antigo membro da administração do presidente norte-americano Donald Trump afirma poder revelar mais informação sobre o fim do general iraniano, mas que se trata de “informação confidencial”

O ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, afirmou em entrevista à emissora Fox News na Terça-feira (23) que poderá revelar no futuro mais detalhes sobre o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani a 3 de Janeiro, que diz ter apoiado “a 100%”, apesar de já estar fora da Casa Branca na época. “Simplesmente não vou falar sobre isso”, diz.

“Talvez em 15-20 anos escreva um novo livro para dizer um pouco mais sobre isso. Isso é parte do que eu considero extremamente sério, de não revelar informação confidencial.” O general iraniano faleceu durante um ataque de mísseis na capital iraquiana.

O Pentágono afirmou que “o ataque tinha como objectivo dissuadir futuros planos de ataques iranianos” e acusou Soleimani de “desenvolver activamente planos para atacar diplomatas e membros dos serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região”.

Qassem Soleimani foi uma figurachave na coordenação das acções militares do Irão na região, além de ter actuado nos serviços de inteligência da nação persa.

Vários especialistas consideram que o general assassinado era a segunda pessoa mais poderosa do Irão, a seguir ao líder supremo, aiatolá Khamenei, e que tinha mais influência do que o Presidente iraniano, Hassan Rouhani.

John Bolton reiterou durante a entrevista críticas à Administração Trump, que também expôs no livro “The Room Where It Happened” (“A sala onde tudo aconteceu”, em tradução livre). O ex-conselheiro do Presidente Trump participou na administração entre 9 de Abril de 2018 e 10 de Setembro de 2019.

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