Consumo de droga na província da Huíla preocupa autoridades e Lubango lidera a lista dos municípios com mais consumidores

O aumento do consumo de droga entre ligeiras e pesadas na província da Huíla está a preocupar as autoridades locais, que prevêem um crescimento dos casos de doenças de fórum psicológico causadas por estas substâncias psicotrópicas

Na província da Huíla estão controladas cerca de 259 pessoas pelo Instituto Nacional de Luta contra as Drogas, sendo que o município do Lubango, lidera a lista seguido pelos municípios da Humpata, Matala, Chipindo e Chibia.

Entre as pessoas controladas pelo Instituto Nacional de Luta contra as Drogas (INALUD), segundo o seu responsável, três foram transferidas para o centro de reabilitação na província do Bengo.

Júlio Madaleno, que falava numa actividade alusiva ao dia mundial da luta contra as drogas celebrado ontem, sob o lema: “Distancie-se das Drogas Para que Possamos Enfrentar o Inimigo Comum à Covid-19”, revelou que grande parte da cifra de pessoas toxico-dependentes, sobretudo jovens, controladas em toda a província da Huíla, estão sob acompanhamento médico no hospital psiquiátrico do Lubango.

“Preocupa-nos saber que a Huíla, sendo uma das províncias com o maior número de habitantes ao nível do país, possui igualmente uma maior fracção de consumidores de drogas lícitas e ilícitas” disse.

Por outro lado, o responsável do Instituto Nacional de Luta contra as Drogas, revelou que entre o universo de consumidores de drogas encontram-se crianças menores de 15 anos de idade, cuja preferência passa pelo cigarro, gasolina e a canábis.

MININT na Huíla traça estratégias para combater o tráfico e consumo de drogas na província

A delegação provincial do Ministério do Interior na província da Huíla, está a traçar estratégias para o combate ao tráfico e consumo de drogas em todo o território huílano.

A garantia foi dada recentemente pelo seu delegado provincial, que defendeu a urgência de se actuar no terreno de forma a se identificar os potenciais focos de tráfico e consumo de drogas.

O comissário Divaldo Martins, disse que a província da Huíla é hoje considerada como placa giratória da droga, entre as quais crack e cocaína, indicando, a título de exemplo, o município da Humpata, onde foram desactivadas lavras de cannabis (liamba).

Segundo o responsável, a localização da província coloca-a numa situação de “rota” de drogas provenientes da República da Namíbia, através do Cunene, assim como a que sai e entra de Benguela e no Namibe.

“A nossa intenção clara é tirar a mancha que fica da Huíla como uma placa giratória da droga. É nosso esforço desfazer essa imagem, que é negativa para a região, não só para a Polícia, mas também para os cidadãos”, salientou.

João Katombela, na Huíla

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