Estudantes do Ensino Superior não se opõem às propinas nas universidades públicas

Esta revelação foi feita pela representante da União dos Estudantes do Ensino Superior de Angola, Yolanda de Sousa, num encontro promovido pela JMPLA e os líderes associativos das universidades de Luanda

A presidente da União dos Estudantes do Ensino Superior de Angola (UEESA), Yolanda de Sousa, disse, nesta Quarta-feira (24), em Luanda, que a organização que dirige não está contra a cobrança de propinas nas universidades públicas.

“Porque os estudantes nocturnos já pagavam 15 mil kzs, os estudantes regulares é que não. Não é uma situação nova”, justifica a presidente que falava durante uma auscultação promovida pela JMPLA para abordar com os líderes associativos das universidades de Luanda sobre a retoma das aulas e a modalidade do pagamento das propinas nesta fase pandémica.

O encontro teve como base o Decreto Executivo conjunto, assinado pelos ministérios das Finanças, Ensino Superior e Educação que determina que os estudantes devem pagar até 60 por cento das propinas.

A representante da UEESA mostrou-se preocupada com o reinício das aulas. “Estamos preocupados com questões ligadas a biossegurança, com as condições de higiene das próprias instituições. Sabemos que essa doença é letal e de fácil contágio. Comprometemo- nos no sentido de trabalhar com as instituições para saber se, de facto, os nossos associados estarão a assistir às aulas de forma presencial e de modo seguro”, garantiu.

Por sua vez, o presidente do Movimento Nacional de Jovens Universitários (MNJUA), José Serqueira, que preferiu focar-se no reinício das aulas, fez saber que a sua associação tem em agenda uma visita às instituições de ensino superior para constatar de perto as medidas de bio-segurança aplicadas.

“Mas, ainda assim, anteontem, efectuámos a visita s algumas instituições e achámos prematuro o reinício das aulas. De acordo com o número de casos que têm estado a aparecer, nós, o Movimento dos Jovens Universitários, achamos melhor que se reinicie as aulas apenas em Setembro”, afirmou.

Estudantes das Privadas evitam pagar 60 % das propinas

Já o presidente da Associação dos Estudantes das Universidades Privadas de Angola (AEUPA), Joaquim Caiombo, trouxe à mesa questões relacionadas com a modalidade do pagamento de propina.

“Defendemos que o pagamento seja sequencial, relactivo ao consumo. O Estudante deve pagar quando estiver a beneficiar do produto, que é a prestação dos serviços das aulas e evitando novamente o processo de pagamento de 60 por cento. O que pretendemos é que os estudantes paguem 100 por cento dos meses que vão estudar”, disse.

Joaquim Caiombo acrescenta que “as aulas decorram de Julho a Março de 2021, então vamos pagar de Julho a Março, para totalizar 10 meses, evitando situações desnecessárias e pagamento de coisas que não se consomem”.

Um outro aspecto que preocupa o associactivista tem a ver com as associações dos estudantes, a legitimidade e o processo das eleições dos corpos directivos das mesmas. Há associações, segundo o representante da AEUPA, que “estão no mandato desde a sua fundação”.

“Se quisermos um país efectivamente organizado, com jovens capazes de mudar a política, as renovações das organizações, o processo de democratização das organizações deve ser um processo constante”, finalizou.

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