Luanda prevê colher 25 mil toneladas de produtos diversos até Agosto

Na presente campanha agrícola, a província de Luanda estima colher 25 mil toneladas de produtos, com destaque para as hortícolas. A província cultivou uma área aproximada de 4.467 hectares

O director provincial da Agricultura e Pescas, Vladimir Catinda, referiu que o incentivo na produção agrícola vai reduzir as importações e dar maior impacto à auto-suficiência alimentar.

“Neste período regista-se maior cultivo de hortícolas e o Mercado do Trinta continua a ser o maior centro de consumo, sem esquecer as grandes superfícies comerciais”.

Segundo o responsável, neste momento a cintura verde de Luanda conta com 15 Associações de camponeses, 32 Cooperativas Agrícolas e 45 Agricultores (grandes e médios).

O director provincial da Agricultura e Pesca salientou que a colheita agrícola que iniciou no mês de Maio, termina em Julho/Agosto e tem como principal método de irrigação o regadio com uso de motobombas, já que os limites de precipitações atingem os 400 mm/ano e são mal distribuídos.

No entanto, estão previstas a colheita de 25 mil toneladas de produtos. Deste número o município de Viana vai produzir perto de 6.600 toneladas.

No que diz respeito os principais entraves dos agricultores, Vladimir Catinda frisou que continua a ser aquisição de fertilizantes que é cada vez “mais gritante” e impossibilita a produção em grande escala.

“A falta de insumos e sementes vai obrigar muitos produtores a aumentarem o preço das hortícolas, de forma a compensar o investimento feito na produção”.

Disse ainda que na presente safra, houve maior cultivo de terras, tendo em conta a participação das brigadas de mecanização agrícolas, disponibilizadas pelo Executivo, de modo a aumentar a produção e assim ajudar as famílias que se dedicaram à agricultura.

A produção nacional têm merecido destaque nas prioridades dos Executivo e, por essa razão, Kz 17 mil milhões foram disponibilizados pelo Banco Angolano de Desenvolvimento (BAD) para diversificar a economia e elevar os níveis de produção.

O responsável referiu que a questão da pandemia do coronavírus e o encerramento das fronteiras fez com que muitos empresários apostassem em áreas como agricultura para contribuírem para o crescimento do país.

Neste momento, as principais áreas de cultivo são as zonas de Calumbo, no município de Viana, Bom Jesus, Cabiri, Quiminha, Catete, Cassoneca, no município de Icolo e Bengo, corredor da Funda e Kilunda no município de Cacuaco, zonas da Mulemba, Cacoba, Longa, no município de Quiçama e zona do Bita Tanque, Baixa do Kwanza, Tombo, município de Belas.

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