Martelo demolidor destrói mais de cem casas em Benguela

Mais de cem casas, um posto médico e uma escola foram destruídos pela Administração Municipal de Benguela, na Quarta-feira, 24, com o suporte da Polícia Nacional, no bairro das ‘’Salinas’’, zona B do município

A coordenação do bairro destruído informa que as máquinas pesadas da Administração Municipal deixaram centenas de famílias ao relento. Um cordão de segurança com dezenas de agentes a cavalo afastava populares e viaturas, cortando, temporariamente, a circulação Benguela/ Baía-Farta e vice-versa.

“Chegamos agora, não sabemos de nada, queremos falar com as nossas famílias. Aí partiram tudo, não ficou nada’’, disse a coordenadora, Maria Almeida. A coordenadora lamentou o facto de a Polícia ter destruído o posto sanitário e a escola, infra-estruturas construídas pelos moradores.

Reagindo publicamente, o advogado das famílias desalojadas, José Faria, promete recorrer, por considerar tais demolições como ilegais. Se se cumprissem as normas gerais, de acordo com o causídico, as demolições estariam longe de ser concretizadas.

O posto de saúde e a escola que sofreram com a acção do martelo demolidor foram erguidos graças a contribuições da comunidade.

A Administração Municipal de Benguela, acusada de ilegalidades, e a Polícia Nacional ainda não emitiram as suas versões dos factos.

Testemunhas no local denunciaram a detenção de um jornalista do jornal Manchete, Paulino Sangueva, que teria sido levado a uma esquadra policial. As várias tentativas de o OPAÍS para confirmar este facto redundaram em fracasso.

Constantino Eduardo, em Benguela

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