Projecto literário infantil no Cunene desafia petizes a cultivar hábitos de leitura

Com o slogan “Em Cada Palavra Um Gesto Melhor”, o Movimento Cultural do Cunene, o promotor desta iniciativa, foltou a congregar crianças de diferentes pontos desta província, através dos seus encarregados de educação, dos agentes sociais, de escritores e de professores, numa jornada que marcou a celebração do 1º de Junho, Dia Internacional da Criança e do 16 de Junho, Dia da Criança Africana

A província do Cunene continua a dar passos significativos na promoção de hábitos de leitura nas crianças e não só, não obstante o estado de calamidade decretado, recentemente, pelo Presidente da República, João Lourenço, depois do Estado de Emergência, a que o país esteve submetido por conta da Covid-19.

O projecto, focado na reflexão e na massificação da literatura infantil nas redes sociais, juntou crianças de diferentes pontos das terras de Mandume ya Ndemufayo, (Cunene), através dos seus encarregados de educação dos agentes sociais, de escritores e de professores.

A iniciativa lançada no âmbito da jornada comemorativa do 1º de Junho, Dia Internacional da Criança e do 16 de Junho, Dia da Criança Africana, intitula-se “Oshivike Shomishangwa Younona Po Lupale, em Kuanyama, que em português significa – Semana da Literatura Infantil no Olupale”.

O projecto surgiu como meio de diálogo interactivo consubstanciado na publicação de textos narrativos, com enfoque nos contos e na poesia, nos artigos sobre literatura infantil, nos direitos e deveres das crianças, assim como na publicação de textos abordando a violência simbólica, como o trabalho forçado, entre outros males que enfermam as crianças.

De forma simples, incisiva e elucidativa, a par da leitura como um dos focos principais desta iniciativa, os petizes tiveram ainda a oportunidade de aprender e identificar por meio de dispositivos textuais singulares, conteúdos sobre educação social, socialização, conscientização sobre os sinais dos estupros, civismo, moral e respeito pela diferença.

O coordenador do projecto, Hamilton Venokanya António, em conversa com OPAÍS, adiantou que no âmbito dos seus nobres e afincados objectivos, entendeu realizar a referida jornada e apresentá-la, nas redes sociais, tendo em conta as mudanças operadas, substancialmente, pelo Covid-19 no modelo de realizações de actividades culturais.

Nesta óptica, segundo Hamilton Venokanya, eram publicados diariamente, dois a quatro textos peculiares, cuja temática enquadravam-se nos objectivos preconizados pelo Movimento Cultural do Cunene aquando da idealização do Projecto.

Desafios

Não obstante tratar-se de uma experiência nova, por parte do Movimento Cultural ao nível da província, Hamilton Venokanya, considera positivo o nível de abrangência e impacto do projecto, a quantidade de textos publicados nesta edição.

Porém, admite que muito ainda há por fazer mais e melhor, uma vez que uma semana do ano é praticamente exígua para se massificar a literatura infantil em Angola.

“Continuaremos a contar com instituições sérias, como a Fundação Dr. António Agostinho Neto, a União dos Escritores Angolanos, o Movimento Litteragris, o administrador municipal do Curoca, Bamby Keane dos Santos, e outros que pelo impaco e importância do projecto nele se revejam”.

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