Carta do leitor: Digam logo que é comunitário

Por: Carlos Amorim Açoreira

Caro director,

Nos outros países do mundo onde há Covid-19 as notícias não falam de casos sem vínculo epidemiológico determinado. Até podem existir, mas não é um detalhe importante, simplesmente falam dos números do dia e dos esforços para conter a pandemia. Aqui inventou-se esta expressão como se ela fizesse com que a Covid-19 fosse embora.

Não interessa. Do meu ponto de vista, quando não se sabe com quem uma pessoa se contaminou, então não se sabe quantas outas pessoas a fonte contaminou e em se sabe quantas outras o “sem vínculo conhecido” já contagiou também.

Se não se sabe quem passou, é porque apanhou na comunidade, temos circulação comunitária, é preciso assumir e alertar as pessoas para terem ainda mais cuidado.

Isto significa que qualquer um com que nos cruzemos pode ser um portador assintomático e contagiador. Não sei que gestão o Governo está a fazer dos dados, se é uma gestão emocional do povo ou se é cálculo político (sabemos do que se trata), mas esta gestão pode levar a mais contágios que sabemos que Angola não aguenta. O que falta estabelecer é o vínculo epidemiológico desta gestão com a verdade.

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