Carta do leitor: Baixo nível religioso

Por: Custódio Lima

Caros amigos do jornal OPAÍS,

Não sou religioso e por isso mesmo não entendo muito sobre estas coisas de direito canônico e a sua relação com o direito positivo.

De qualquer forma, acho que num país deve prevalecer as leis do Estado. No nosso caso, há direitos que devem ser defendidos, como manda a Constituição.

Também não entendo bem como é que o Estado pode proteger as pessoas adultas da lavagem de cérebro que algumas igrejas fazem, ao ponto de as pessoas entregarem tudo o que têm. Já vi igrejas a “vender” água milagrosa, tal como vi que uma televisão brasileira passou uma reportagem sobre um suposto bispo a vender feijões que curam a Covid-19.

Nestes casos, o Estado não deve intervir para proteger os cidadãos mais influenciáveis? Estou agora a ver a luta numa igreja em Angola que, vendo bem, parece que é só por dinheiro mesmo.

O que me espanta é o nível dos pronunciamentos dos ditos dirigentes da dita igreja, tal como vejo na televisão e leio nos jornais. Muito baixo nível.

Nada de religioso, nada de bondade, parece a luta numa empresa, só falam de património, não falam nem dos fiéis, nem de Deus.

Agora, seria bom as pessoas abrirem os olhos e verem como estas igrejas não valem nada.

Mas o Estado tem de agir imediatamente.

 

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