Dr. Lourenço

João Lourenço está a arriscar e muito. Acho que não o faz com tal propósito, não creio nisso, do propósito, mas que está a arriscar, está. João Lourenço está a arriscar ficar na história com o cognome “médico”:

“Lourenço o Médico”, do tanto que visita e inaugura serviços hospitalares, como fez ontem. Isto ninguém lho tira, a preocupação com o sector. Digamos que ele quer cuidar da nossa saúde.

E faz bem, é o seu dever. A saúde é bem capaz de ser a área em que a sua acção produz mais resultados, mais transformações. Alguém se lembra do número de hospitais que já visitou no seu consulado até agora? Mas visitar não é tudo, um médico não é só para ir ao hospital, tem de ser bom médico.

E ele parece querer ser bom médico. Atento. Comprometido. Sim, este texto parecerá, para alguns, “demasiado elogioso”, mas quem quer ter a cuidar de si um mau médico? Imaginemos a Constituição como um grande hospital e o Presidente como o nosso médico, todos desejamos que seja bom, claro.

Então, nesta área há que lhe desejar todo o sucesso do mundo, o que significa excelência de serviço na saúde pública, universal e gratuita. E que vá pagar ao privado apenas quem tiver e quiser uma enfermaria exclusiva e com um green de golf lá dentro. João Lourenço poderia ser também “o professor”, se não tivesse deixado de inaugurar o ano lectivo a cada ano, até porque nunca haverá bons médicos sem que haja bons professores.

Seja como for, se eu fosse ministro, ou aspirante a, ou qualquer destas coisas das cercanias, começava já a marcar consultas nos hospitais públicos, quem sabe, com a sua frequência, não fosse gerar um encontro “casual” com o PR.

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