Editorial: O bicho ainda pode largar

Jornal OPaís edição 1882 de 28/06/2020

O bicho pegou, como dizem os brasileiros, lá para os lados de Ndalatando e só há uma solução: confinar os contactos dos contactos dos primeiros infectados que tinham furado a cerca sanitária do Hoji ya Henda.

E testar, e isolar e testar. E esperar que não apareçam novos focos na província. Hoji ya Henda, Futungo de Belas e Clínica Multiperfil são bons exemplos da eficácia da estratégia, já que o país não tem capacidade para testagem massiva e em pouco tempo.

A cerca de Luanda deve ser mantida e apertada, talvez estabelecendo outras, para que o vírus não “corra”. Ou isto, e com eficácia, ou o vírus faz das suas em Ndalatando.

E daí para o resto do país. Mas há um elemento a reter, o mais importante de todos, muito mais do que o papel das autoridades: cada um tem de fazer a sua parte.

Se no Cuanza- Norte cada um fizer a sua parte, o bicho pode largar. E estamos no Cacimbo, isto não pode ser esquecido.

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