Falta de garantias dificulta financiamento de projectos no Cuanza-Norte

Pelo menos 900 projectos da agricultura, pesca, comércio, turismo e indústria, na província do Cuanza-Norte, submetidos em 2019 à banca para financiamento, no âmbito do Prodesi, estão a encontrar dificuldades para aprovação, por falta de garantias

Os projectos, avaliados em mais de 6 mil milhões de kwanzas, fazem parte dos pedidos efectuados em 2019, mas até agora não foram aprovados, por falta de título de concessão de terra, que sirva de garantia para a banca.

Segundo o responsável de departamento do Gabinete Provincial do Cuanza-Norte para o Desenvolvimento Económico Integrado, Narciso Francisco, além da falta de títulos de concessão de terra, outros factores que bloqueiam o acesso ao financiamento do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) do Prodesi são os estudos de viabilidade económica mal elaborados e ausências de garantias próprias.

Tendo em conta as exigências dos bancos e as debilidades das empresas, nenhum projecto ligado ao Prodesi, remetido à banca no Cuanza-Norte, foi aprovado e financiado, situação que para o responsável tem “desincentivado” os produtores e agentes económicos locais.

Em função das dificuldades que os agentes económicos estão a encontrar junto da banca, o governo da província, através do gabinete local para o Desenvolvimento Económico Integrado e do Instituto Geológico e Cadastral de Angola (IGCA), tem prestado apoio institucional e técnico aos candidatos a financiamento através do PAC.

O apoio se consubstancia na facilitação para a emissão de títulos de concessão de terras e legalização das superfícies ocupadas pelos produtores para poderem responder às exigências dos credores.

“O título de concessão de terra é um dos grandes problemas que temos para o financiamento dos projectos. Em função disso, temos dado apoio técnico e institucional aos produtores e agentes económicos no sentido de elaborarem melhor os seus projectos, para que os mesmos sejam rapidamente aprovados e financiados”, referiu.

O Prodesi, que substituiu o Programa Angola Investe, visa facilitar o acesso ao financiamento dos projectos de investimento que contribuam para a produção dos 54 bens, com destaque para os da cesta básica.

Dos produtos, destacam-se o açúcar, arroz corrente, carne seca de vaca, farinha de trigo, feijão, fuba de bombó, fuba de milho, leite, massa esparguete, óleo alimentar de soja, óleo de palma, sabão azul, sal comum, ovos, carne de frango, carne de cabrito, carne de porco, grão de milho, mandioca, batata-doce, batata rena, tomate, cebola, alho, cenoura, pimento, repolho, alface, banana, varão de aço, cimento e outros.

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